sábado, dezembro 01, 2007

O AMOR QUE INCLUI

O AMOR QUE INCLUI

5. Jesus estava entrando em Cafarnaum, quando um oficial romano se aproximou dele, suplicando:
6. “Senhor, meu empregado está em casa, de cama, sofrendo muito com uma paralisia.”
7. Jesus respondeu:”Eu vou curá-lo.”
8. O Oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e meu empregado ficará curado.
9. Pois eu também obedeço ordens e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: vai, e ele vai; e a outro: venha, e ele vem; e digo ao meu empregado: faça isso e ele faz.”
Quando ouviu isto Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Eu garanto a vocês: nunca encontrei uma fé igual a essa em ninguém em Israel!
11. Eu digo a vocês: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino do Céu junto com Abraão, Isaac e Jacó.
Mateus 8.5-11

Os escravos não tinham voz nem vez no Império Romano, apesar de fazer parte da maioria da população. Eles eram comprados, vendidos nos mercados e um recibo garantia ao proprietário direitos de vida e morte sobre aquele indivíduo que nem era considerado uma pessoa. A preocupação dos donos era fazer com que a sua aquisição produzisse cada vez mais a ponto de recuperar o investimento feito.

Esta cena sofre uma mudança quando, no caminho de Jesus, aparece um centurião, autoridade romana naquela terra dominada, suplicando pela cura de seu escravo enfermo. A princípio, parecia mais uma entre tantas solicitações de cura que Jesus recebia todos os dias, a qual ele respondeu prontamente: “Eu vou curá-lo”. A novidade acontece pela atitude do centurião que não queria aguardar a sua vez na lista de espera, pois sabia que estava na presença de alguém que tinha o poder de terminar imediatamente com o sofrimento de seu amigo enfermo.

A admiração de Jesus se dá pelo fato de perceber naquele homem, uma fé que nem de longe ocorria no povo chamado de escolhido. “Atendendo o pedido de um pagão, Jesus mostra que as fronteiras do Reino vão muito além do mundo estreito da pertença a uma origem privilegiada. A fronteira agora é a fé na palavra libertadora de Jesus” (Ed. Pastoral p. 1247).

Respondendo à esta fé, Jesus curou aquele escravo que, em virtude do amor do centurião, teve resgatada a dignidade de ser humano. O nascimento de Cristo, que comemoraremos neste mês, é um evento que manifesta o amor de Divino em relação aos seus filhos e o desejo de afirmar que não existe excluídos do Reino de Deus. Não importa a origem social, faixa etária, grau de instrução, todos são incluídos na condição de filhos amados e devem ser tratados como tal.

Como os excluídos de nossa cidade tomarão conhecimento desta boa nova? A igreja precisa assumir a sua tarefa profética de clamar por justiça, denunciar o pecado e levar ao oprimido o evangelho que liberta do pecado e o inclui na condição de ser humano digno de cuidado afeto e saúde. Desta forma, o nascimento de Jesus será deviamente celebrado.


REFERÊNCIA


BÍBLIA SAGRADA – Edição Pastoral – Tradução Ivo Storniolo, Euclides Martins Balancin – Paulus – SP – 1991

2 comentários:

Pedrô Lunaire disse...

Com certeza, a "igreja precisa assumir a sua tarefa profética de clamar por justiça"!
Estamos nessa caminhada não é?

Um grande abraço,
Pedro.

Nora Silvina disse...

Llegue mas tarde... pero llegue!!!

La sensibilidad y vision de Jesus acerca de los excluidos de la comunidad nos desafia. Reflexionar sobre esto nos ayuda a crecer.
Gracias!