
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
ELE SE LEVANTOU, ELA SE ASSENTOU! Em memória de Zumbi de Palmares e Rosa Parks

Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Sábado, Novembro 07, 2009
Quarta-feira, Novembro 04, 2009
Citação - Martilho Lutero
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
O QUE SIGNIFICA CONHECER DEUS? - Ruben Marcelino
Apresentei esta "prédica" na Paróquia Evangélica Espírito Santo, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB), em Novo Hamburgo (RS), no dia 04 de outubro de 2009, convidado pela Pastora Carla Saueressig, com quem vou casar.
Uma pergunta importante deve estar presente durante toda a vida de um cristão: “Quem é Deus?” Mais do que uma questão filosófica, essa pergunta tem a ver com aquilo que faz de alguém um cristão realmente. Jesus deu respostas fundamentais. “Deus é espírito”, disse ele à mulher samaritana, de acordo com o Evangelho de João (4.24). Assim, Deus é uma realidade superior à vida simplesmente terrena. Por isso, o ser humano só pode se aproximar dele espiritualmente, isto é, pela adoração.
O profeta Oséias viveu no reino de Israel, ao norte da Palestina, durante o reinado de Jeroboão II (Oséias 1.1; 2Reis 14.23-29). Nessa época, o povo adorava Iavé, o SENHOR, o Deus de Israel, mas também cultuava outros deuses (Oséias 4.17; 14.8). Baal, um deus associado à chuva, era um desses (Oséias 2.13; 13.1). Assim, o que Iavé fazia por Israel era atribuído a Baal (Oséias 2.8).
Quando Oséias ameaça seus ouvintes com o castigo, eles logo respondem com uma declaração de fé em Deus aparentemente sincera, de que a solução para eles era buscar conhecer a Deus (Oséias 5.15 – 6.3). Mas, apesar do que diziam, Deus lhes fala: “Porque o vosso amor é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa” (Oséias 6.4).
2. REJEITAR A PALAVRA DE DEUS É REJEITAR CONHECER DEUS.
Assim, conhecer Deus significa conhecer Sua Palavra, isto é, a Lei e o Evangelho. A Lei revela que somos pecadores e precisamos da graça de Deus. O Evangelho nos anuncia que somos salvos do pecado através da obra de Cristo (Romanos 3.19-28). Infelizmente, o Israel de então permaneceu longe da Lei de Iavé e o resultado foi esse: atacados pelo povo assírio, morreram ou tornaram-se escravos (2Reis 17, especialmente v. 22 e 23).
Israel, na época de Oséias, oferecia sacrifícios ao seu Deus (Oséias 6.6; 8.13). Mas Iavé, o SENHOR, não os aceitava, pois não vinham acompanhados do conhecimento de Deus. Este conhecimento, requerido por Deus na palavra do profeta, é a misericórdia. A palavra hebraica para misericórdia é hesed[2], que pode também ser traduzida por amor[3] e comprometimento.[4] Conhecer Deus é amar Deus e, portanto, comprometer-se com a Palavra de Deus. Lemos isso em Deuteronômio 6.5-6: “Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração”.
O profeta Oséias estava reagindo contra algo muito diferente da misericórdia, do amor e do comprometimento desejados por Deus: “O que prevalece é perjurar[5], mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios (...) Como hordas de salteadores que espreitam alguém, assim é a companhia dos sacerdotes, pois matam no caminho para Siquém; praticam abominações” (Oséias 4.2; 6.9).
CONCLUSÃO
[1] JUNGHANS, Helmar. Temas da teologia de Lutero, p. 17.
A BÍBLIA DE JERUSALÉM. Nova edição, revista. São Paulo: Paulus, 1985. 2366 p.
A BÍBLIA SAGRADA: ANTIGO E NOVO TESTAMENTO. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. 2. ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
JUNGHANS, Helmar. Temas da teologia de Lutero. Trad. Ilson Kayser, Ricardo W. Rieth, Luís M. Sander e Letícia Schach. São Leopoldo: Sinodal, 2001. 188 p.
KIRST, Nelson et.alii. Dicionário hebraico-português e aramaico-português. 16. ed. São Leopoldo: Sinodal; Petrópolis: Vozes, 2003. 305 p.
http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues. Acesso em 03 de outubro de 2009.
PENSEI - Palavrantiga
PENSEI - Palavrantiga
Pensei que só por meu pensar Tu virias a ser, mas não.
Eu pensei que só por meu cantar Tu virias a ser, mas não.
É que a música soou, mesmo sem minha voz.
É que o Senhor me tocou quando esqueci de imaginar!
Pensei que poderia explicar a grandeza que és, mas não.
Eu pensei que poderia encontrar o caminho que és, mas não.
A explicação se esgotou, mesmo querendo encontrar.
É que o Senhor me buscou quando a estrada era só escuridão.
Vou e faço o meu melhor, isto é barro em Tuas mãos.
Tu vens, me chamas para entrar em Teu reino de amor.
Tu és meu Deus.
Teu nome é grande.
Tu és eterno, mas não distante.
Canto sereno Tua grande glória.
És Santo Deus, aleluia!
Pensei que poderia explicar a grandeza que és, mas não...
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O EVANGELHO INTEGRAL - Henrique Vieira
Sangue e suor sobre a terra
O lugar dos homens
Tornou-se o lugar de Deus.
Espaço de sonhos, lágrimas e sorrisos
Espaço que foi palco para a atuação do criador
Espiritualidade do céu e da terra
Dos anjos e do carbono
Das mais altas nuvens
Do mais profundo dos mares
Da subjetividade
Da concretude
Da eternidade
Da finitude
Que se insere no temporal
Imaginação tocada com as mãos
Deus de minha memória
Esperança que se ama na história
Lá no monte da mais incrível experiência
Sou arrebatado por sua excelência
Meus sentidos giram em torno do divino coração
Sou arrebatado por uma intensa emoção
Entrego-me transcendente
Lanço-me ao sagrado
Explosão de amor
Acolhendo-me por todo lado
Então do monte ouço o grito do povo
Ouço os meus próprios gritos
A mãe que ora por seu filho
A dor da fome do mendigo
A fila no hospital
O idoso em sua solidão
Às vezes sem a conversa da família
Que entrega a ele a televisão
Vejo que na terra nem tudo é celestial
E meu coração impulsionado pelo divino e humano amor
Se rende e se entrega
Sem mérito ou honra
Degla, sangra, sente, ama
Minha fé no alto
Arranca o orgulho e a vaidade
Enche-me de sensibilidade
Em tudo que faço
Quero respirar este amor
Não sou um conjunto de fragmentos
A Deus entrego todos os meus sentimentos
Minha vida é oferta de gratidão
Que ofereço a Jesus e à humanidade
Passos frágeis que rumam à eternidade
Sou um, inteiro e total
Decidi em meu dias viver
O evangelho integral
Domingo, Novembro 01, 2009
PARANDO PARA PENSAR...
“Ó suprema fugacidade, diz Coélet, ó suprema fugacidade! Tudo é fugaz. Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?” Eclesiastes 1.2-3
Entre agosto de 2000 até Janeiro de 2003, eu trabalhei como missionário, pastoreando uma Igreja Batista na cidade de Piraúba, no Estado de Minas Gerais. Ali, eu aprendi uma grande lição: Descobri que posso mudar a realidade da minha vida e a das pessoas ao meu redor.
Eu assumi o ministério de uma igreja que estava há vários meses sem pastor. Ela estava quase fechando as portas, mas consegui levá-la em frente, cuidei dos seus problemas e, dois anos e meio depois, entreguei um grupo viável ao pastor que me substituiu.
Hoje a igreja está bem, muitas pessoas a quem eu evangelizei estão firmes na fé e envolvidos com aquela comunidade. A partir daí eu pensei: porque não aplicar estes princípios em minha vida para transformar os meus sonhos em realidade?
Neta experiência eu também aprendi que mudar alguma coisa dá um trabalho danado! As estruturas nas quais a vida estão construídas, exercem uma pressão enorme para fazer com que tudo permaneça como está. Um movimento errado, e toda a estrutura desmorona, esmagando-nos.
A sociedade tem alguns sensos comuns nos quais muitas pessoas se acomodam. Quando alguém se levanta para dizer que aquilo poderia ser diferente, várias vozes se levantam para dizer: “é difícil, não pode ser feito, nunca foi tentado desta forma. O resultado é que: mesmo insatisfeitas, elas permanecem na situação indesejada, convencidas de que não há outra escolha possível.
Ao voltar para o Rio de Janeiro, fui trabalhar numa grande empresa de telemarketing. A supervisão e a gerência, estimulavam a atitude empreendedora e criativa, mas quando tentávamos inovar, as “exigências do atendimento” nos mantinham em nosso lugar e, com o tempo, o desejo de mudança era esquecido.
Outro senso comum diz que não valemos pelo que somos, mas pelo que temos ou fazemos. De acordo com esta perspectiva, não adianta muito ser boa pessoa, e ter boas idéias, se você está distante do poder.
Em todos os lugares existem os líderes e os liderados. Os líderes detêm o poder e as chaves para abrir as portas de oportunidades, mas, com algumas exceções, guardam-nas para si, por medo de perder a sua posição.
A massa trabalhadora, coopera para manter o status da liderança e lhes produz riqueza. Em troca desta fidelidade, recebem o pagamento que lhes permite sobreviver e sustentar suas famílias.
O salário, conquanto ofereça estabilidade, retira as perspectivas de progresso. Exceto para aqueles que são muito bem remunerados pelos seus serviços, o que não é a realidade para a maioria da população.
Pelo fato de garantirem o sustento de seus empregados e, por extensão, de sua família, algumas empresas se julgam no direito de controlar os rumos de suas vidas e sugam todas as suas energias a fim de alcançar metas cada vez mais arrojadas.
No tempo em que trabalhei no telemarketing, tinha o objetivo de ganhar o salário para investir em meus sonhos. Mas eu me desgastava tanto no serviço, que quando chegava em casa, não tinha disposição para mais nada. Neste período, os planos pessoais caminharam bem devagar.
Ao comparar a organização social brasileira, com a da Índia, alguns detalhes me chamaram a atenção: Entre as muitas culturas habitam o solo indiano, os hindus se destacam por dividir a sociedade em castas.
Quem nasceu em família de comerciantes dará sequencia à tradição e comandará os negócios junto com os seus tios, primos e irmãos.
O mesmo acontece com os sacerdotes e as outras ocupações que existam em uma comunidade. Aqueles que nascem na casta dos intocáveis, teoricamente, nunca terão a chance de progredir na vida, pois o seu lugar é entre os párias de seu país.
Apesar de este sistema já ter sido revogado legalmente, o costume arraigado ainda o mantém ativo e orienta os relacionamentos dos que professam o hinduísmo como sua religião.
Aos olhos ocidentais as castas parecem um absurdo sem tamanho, porque limitam a capacidade de uma pessoa à sua ascendência familiar. Nós temos orgulho de dizer que vivemos num contexto que proporciona oportunidades a todos que estejam dispostos a trabalhar com o objetivo de mudar de vida.
A sedutora promessa de uma vida confortável, e de plena satisfação dos desejos esconde o fato de que a sociedade do mercado de consumo também está dividida em castas que, ao invés de serem religiosas, são econômicas.
As oportunidades existem, e muitas pessoas conseguiram superar as dificuldades e avançaram para um degrau mais alto na pirâmide social, mas a pressão é muito grande para manter as coisas como estão.
O avanço da tecnologia reforçou a impressão de que, finalmente, qualquer pessoa seria capaz de conquistar o mundo apenas utilizando o teclado e o mouse de seu computador.
O preço dos equipamentos eletrônicos e a rapidez com que eles se tornam obsoletos, se transformam num grande obstáculo para que os mais pobres consigam subir um degrau em seu nível econômico.
O celular ou o computador que hoje fazem sucesso, amanhã serão desprezados, não porque deixaram de funcionar, mas porque o seu design passou a ser considerado antigo e exibi-los passou a ser motivo de vergonha para quem os possui.
A febre do consumismo inverte os valores da vida e nos lança numa correria em busca da satisfação de um desejo insaciável, que à medida que é atendido, é substituído por outro mais intenso ainda e aquilo que foi adquirido anteriormente, precisa ser jogado fora, para abrir lugar para as novas aquisições.
É preciso ser muito persistente para escapar deste ciclo vicioso e alcançar uma vida equilibrada. O sábio escritor do livro de Eclesiastes denuncia a fugacidade de todos os nossos esforços, quando o único objetivo é atender às demandas impostas pelo mercado.
Que estilo de vida estamos buscando? Aquele que nos realiza enquanto pessoas e nos aproxima da família e dos amigos? Ou a acumulação de bens que não serão utilizados, simplesmente porque não existe tempo suficiente para curtir os resultados de nosso trabalho?
A vida é curta e precisa ser aproveitada com inteligência, pois não haverá uma segunda chance. A sua grande sabedoria está em: “...alegrar-se com as suas obras, porque essa é a porção que lhe cabe. De fato, ninguém lhe fará ver o que acontecerá depois dele”. Eclesiastes 3.22





