terça-feira, setembro 05, 2006

O TEMPO DE DEUS

O TEMPO DE DEUS

“E não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita”.
(Gálatas 6:9 NTLH)

A sabedoria popular consagra o bem como o vencedor final de todas as batalhas da vida. Os ditados não cansam de repetir: “Quem espera sempre alcança”; “Fazer o bem sem olhar a quem”; etc. No texto acima temos o conselho da Bíblia recomendando que façamos o bem e prometendo bênçãos aos que obedecerem. Mas será que essa bênção é para todos?

Neste versículo existem dois pontos intrigantes: “Pois se não desanimarmos (...)” e outro: “(...) chegará o tempo certo em que faremos a colheita”. Isso me faz pensar na quantidade de bem que precisamos fazer para alcançar a bênção e no quanto é necessário persistir até que o tempo certo da colheita chegue.

A vida é cheia de circunstâncias difíceis e inacreditáveis. Esse mundo se afunda cada vez mais e mais na maldade e a cada dia vemos a injustiça triunfando. Fazer o bem, ser honesto, chega a ser motivo de piada entre as pessoas. É no meio dessa situação que Deus recomenda que não nos cansemos de fazer o bem. Difícil, não? Para complicar um pouquinho mais: Como contar o tempo de Deus? A Segunda Carta de Pedro diz: “(...) um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (3:18). Você pode estar pensando: “Assim não dá, eu vou desistir!” Calma, espere um pouco mais!

Quando Deus se refere ao tempo, isso não está limitado às 24 horas diárias, aos 7 dias da semana ou 30 dias do mês. Ele se refere às circunstâncias que nos cercam e que forjam o nosso caráter dia a dia. Ao observarmos os heróis da Bíblia, podemos perceber como o tempo de Deus chega durante a vida. Vejamos o exemplo de José, relatado em Gênesis a partir do capítulo 37. José passou por situações terríveis até o dia em que foi elevado à Governador do Egito e libertador de sua família. Como você encararia ser vendido como escravo pelos seus irmãos e, ainda, ser condenado, mesmo sendo inocente, quando tudo ia aparentemente bem na casa onde trabalhava? José decidiu ser fiel a Deus. O que ele deve ter sofrido ao ser jogado num poço pelos seus irmãos até ser vendido como escravo? E quando ele foi colocado injustamente na cadeia? Hoje é fácil contemplar o exemplo de José porque conhecemos o final da história. E se o tivéssemos conhecido dentro da prisão? O que diríamos?

José não deixou que aquilo que ele via atrapalhasse aquilo que ele cria. Isto fez a diferença e o levou a alcançar a vitória, a prosperidade, a cura para a sua alma e permitiu-lhe colher os frutos no tempo certo sem desanimar no meio do caminho. Vale a pena fazer o bem em todo o tempo e confiar em Deus, pois ele honrará a sua fé e o abençoará.

2 comentários:

Ruben Marcelino disse...

Caro Romão,

Suas reflexões estimulam a pensar que vale a pena fazer a coisa certa. Mesmo que a gente esbraveje, achando ser bobagem buscar alternativas melhores em face do que está aí, o conselho dessa carta que compõem as chamadas "católicas", uma citação, inclusive, do Sl 90.4, faz-nos considerar e preferir a fé e a paciência.

Um abraço!

Ilva disse...

Romão,

Realmente...às vezes ficamos muito ansiosos, querendo a intervenção de Deus para tudo no nosso tempo que não conseguimos reunir a paciência necessária para aguardar que Ele haja. Eu mesma, preciso me relembrar disso a todo instante...rsrs
Bjs, Ilva