sábado, outubro 09, 2010

PIRATININGA















BUSCAR A DEUS É VIVER

BUSCAR A DEUS É VIVER

“Buscai o bem e não o mal, e vivereis; e o Senhor Deus dos exércitos estará convosco, como o dizeis. Detestai o mal, amai o bem, fazei reinar a justiça nas vossas assembléias; talvez então o Senhor, o Deus dos exércitos, tenha piedade do que resta de José!” Amós 5.14-15

A corrupção generalizada produz a decadência de uma nação, porque a riqueza por ela produzida fica concentrada na mão de poucos. Quando esta riqueza é fruto do trabalho honesto, ela estimula o amor do povo à sua terra, pois o indivíduo valorizará o lugar de onde ele tira o seu sustento.

A corrupção estimula o egoísmo predatório, cada um cuida do seu e ninguém olha para o seu próximo como um semelhante criado e amado por Deus. O outro é sempre uma ameaça que precisa ser contida. Dividida contra si mesma, a terra se enfraquece e sofre.

Sentindo a ameaça das nações ao seu redor, Israel buscou alianças políticas e militares com vizinhos que pudessem lhe oferecer proteção contra os grandes e poderosos impérios inimigos. O erro desta estratégia estava em se esquecer de cuidar do principal problema: a injutiça social e o consequente afastamento de Deus.

Cada esfera da vida pública estava contaminada e não conseguia se desvincular da iniquidade. Os ricos não tinham mais pudor de enriquecerem à custa da exploração dos mais pobres. O versículo 7 afrma: “Convertem o direito em absinto, e lançam por terra a justiça”. Os pesados tributos retiravam da mesa do trabalhador o que ele produzia de melhor e o restante, não era suficiente para alimentar a sua família.

É impossível suportar tanto desequilíbrio indefinidamente. De tão comum, a iniquidade já não causava indignação. O jogo sujo dominava a conduta social e se alguém ousasse discordar, sofreria as consequências. Novamente o profeta observa: “Por isso o prudente se cala neste tempo, porque é tempo mau”. (V13). O medo de falar a verdade calava os justos.

O profeta anunciava a mensagem de Deus: “Buscai o bem e não o mal”. E não bastava somente bucar o bem, uma mudança radical era exigida: “Detestai o mal”. Para que o Senhor voltasse a se agradar do seu povo, eles precisariam estabelecer a justiça como o a regra máxima a orientar as suas decisões.

As celebrações religiosas seriam inúteis se não acontecessem como fruto de um verdadeiro arrependimento e do desejo de fazer com que a justiça se tornasse a ofertas principal a ser apresentada no altar.

Deus chama o seu povo para se afastar do mal e buscar a justiça e a misericórdia como estilo de vida.

CAMINHADA ENTRE OS FORTES DE NITEROI -23/10/2010















RELIGIOSIDADE E OPRESSÃO

RELIGIOSIDADE E OPRESSÃO

Ide a Betel e pecai! Ide a Gálgala e pecai ainda mais! Trazei cada manhã vossos sacrifícios, e ao terceiro dia vossos dízimos. Queimai com fermento vossas ofertas de ação de graças; anunciai, publicai oblações voluntárias! Porque isto é o que amais, filhos de Israel - oráculo do Senhor Javé. Amós 4.4-5

A religião carrega e seus preceitos os valores de um povo. É a ela que se costuma recorrer quando se percebe a necessidade de restaurar os princípios éticos de uma sociedade. Os líderes espirituais precisam ser íntegros, para serem capazes de liderar a nação em sua peregrinação espiritual em busca de um encontro com Deus.

Depois de superar o difícil período do êxodo pelo deserto, Israel vivia um momento de estabilidade, fruto da política expansionista promovida por Davi e solidificada por Salomão. As famílias mais ricas conquistavam os seu espaço, dividiam o poder e organizavam a economia. Enfim, Israel começava a exercer influência entre as nações do seu tempo.

Mas nem tudo ia bem. O progresso do país não correspondia a uma melhora na condição de vida de todos. As diferenças sociais aumentavam: as riquezas se concentravam nas mãos de poucos, enquanto que para os mais pobres, a vida ficava cada vez mais difícil e sem opções dignas para dar conta das necessidades básicas de um indivíduo.

Ao invés de protestar contra a injustiça, a religião institucionalizada buscava garantir a estabilidade, para agradar aos que detinham o poder. As belas cerimônias tranquilizavam a consciência da alta sociedade e serviam para frear os ímpetos revolucionários dos insatisfeitos.

Não faltavam rituais, peregrinações e ofertas mas, ainda que bem intencionados, estes cultos não agradavam a Deus porque produziam alienação.

A oposição do profeta era desagradável. Quem desejaria ouvir palavras tão duras quando tudo parecia caminhar bem? Porque alguém teimava em ser tão radical e intransigente? Naquele momento, desenvolver no povo a capacidade de analisar criticamente a própria situação era a atitude mais inconveniente que se poderia adotar.

A destruição prometida na profecia de Amós nada mais era do que a opressão e a violência voltando-se contra a sociedade que a praticava. Fome e penúria eram cenários familiares aos pobres, que estavam fora da vista dos ricos, que viviam confortavelmente isolados em suas bolhas de prosperidade.

Deus estava chamando o seu povo à conversão antes que ele fosse destruído por sua iniquidade. “Por isso, Israel, eis o que te infligirei; e porque te farei isso, prepara-te, Israel, para sair ao encontro de teu Deus!” (v12) Este encontro não seria ocasião de festa, mas de acerto de contas.

Não é uma atitude sábia endurecer o coração para Deus. Ele conhece cada detalhe de nossos pensamentos e deseja trazer esperança para quem não encontra mais razão para viver.

Amós decidiu permanecer fiel a Deus, mesmo quando as atitudes politicamente corretas recomendavam calar e concordar com o rei. Israel decidiu ignorar as advertências do profeta. Eles não imaginavam que esta decisão equivoada lhes custaria muito caro no futuro.

PRAIA DO FORTE - SALVADOR - BAHIA















sexta-feira, outubro 08, 2010

O PACTO DESFEITO

O PACTO DESFEITO

Proclamai este oráculo nos palácios de Azot, nos palácios do Egito. Clamai: Juntai-vos nos montes da Samaria, e vede quantas desordens há nessa cidade, quanta violência se pratica no seu seio! Não sabem fazer o que é reto - oráculo do Senhor - amontoam em seus palácios {o fruto} de suas violências e de seus roubos. Amós 3.9-10

A aliança com Deus é o ponto de partida para a origem de Israel. Javé queria tornar o seu amor conhecido à toda humanidade e, por isso, elegeu um povo que seria o seu porta voz. Os profetas ouviriam a palavra Divina e a transmitiriam a todas as pessoas, sem distinção de raça, cultura ou nível econômico.

Ser escolhido por Deus é um privilégio que traz consigo uma grande responsabilidade: Israel deveria se transformar num exemplo de justiça para as nações vizinhas. Para se tornar realidade, um acordo exige compromisso de ambas as partes: "Porventura caminharão juntos dois homens, se não tiverem chegado previamente a um acordo?" Amós 3.3. O pacto celebrado com os patriarcas foi abandonado pelas gerações posteriores, que preferiram erguer altares a outros deuses, ao invés de adorar ao Senhor.

Os oficiais da religião hebraica cumpriam a função de intermediários entre Deus e os homens. Caberia a eles ouvir a palavra Divina e transmití-la ao povo. Entre as suas obrigações constava a tarefa de fiscalizar as autoridades, para não permitir que práticas injustas tomassem conta do país. Mas, a proximidade com o poder afrouxou o senso crítico dos sacerdotes. Entre indispor-se com os reis e deixar tudo como estava, eles preferiram a segunda opção. A religião foi contaminada e perdeu a sua voz profética.

Apesar de rejeitado, Deus não se calou. Periodicamente ele despertava servos fiéis para anunciar ao povo as consequências do pecado e o caminho para o arrependimento e para o perdão dos pecados: “Porque o Senhor Javé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos”. Amós 3.7

O Senhor enviou Amós às capitais, ao centro do poder, com o objetivo de clamar contra a injustiça de maneira que as pessoas certas pudessem ouvir e ter a oportunidade para se converter. As estruturas sociais corruptas não serão transformadas se não houver uma pressão direcionada aos líderes das comunidades para lutar pelos direitos sonegados. É preciso tirar os corruptos de sua zona de conforto: Se o povo permanecer calado, as autoridades pensarão que está tudo bem e pouco farão para corrigir os problemas.

A riqueza que é fruto da corrupção tem pés de barro. Ela traz conforto e alegrias, mas não proporciona a felicidade, porque em qualquer momento suas estruturas podem desmoronar. "No dia em que eu punir Israel por seus crimes, punirei os altares de Betel: os cornos do altar serão quebrados e cairão por terra. Derrubarei a residência de inverno e a residência de verão; as moradas de marfim serão destruídas, muitas casas serão aniquiladas - oráculo do Senhor". Amós 3.14-15.

A destruição, que parece uma atitude radical demais da parte de Deus, é a única saída para o recomeço de uma sociedade em bases sólidas e justas.

terça-feira, setembro 07, 2010

Roberto Diamanso - Coelet

Eu Vivo Sonhando - Roberto Diamanso

Janelas - Gerson Borges

Eternidade - Crombie

CARVALHOS DE JUSTIÇA - Pr Josué Rodrigues

sábado, setembro 04, 2010

UM REINO DE JUSTIÇA - 29/08/2010


sexta-feira, setembro 03, 2010

ISRAEL E A INJUSTIÇA SOCIAL


ISRAEL E A INJUSTIÇA SOCIAL

Oráculo do Senhor: Por causa do triplo e do quádruplo crime de Israel, não mudarei meu decreto. Porque vendem o justo por dinheiro, e o pobre por um par de sandálias. Amós 2.6

A preservação da dignidade do ser humano é um valor inegociável para Deus. Nada ofende mais à santidade divina do que a afronta aos direitos básicos de uma pessoa.

É por este motivo que, do conjunto de nações repreendidas nas profecias de Amós, Israel é cobrada com mais veemência. O povo que foi escolhido para ser o berço do Messias, o divulgador da mensagem de Deus para toda as criaturas, deixou de lado a sua missão, em troca de um projeto de poder, que se baseava na exploração do mais fraco.

A lei que Deus entregou ao povo, previa diversas garantias sociais que protegiam os mais carentes e cuidavam para que não existissem famintos entre o povo. Se ela fosse cumprida de forma correta, os pobres não precisariam mendigar o pão e teriam condições de sustentar dignamente as suas famílias.

Naquele tempo a justiça valia pouco. As pessoas não passavam de meros objetos que, manipulados de qualquer jeito, serviam para atender aos desejos dos poderosos. O dinheiro determinava o valor de cada um, perante aquela sociedade. Uma religião de aparências tratava de preservar os iníquos das consequências do seu pecado e condenava os justos por qualquer detalhe, aprisionando-os psicológica e financeiramente aos seus líderes corruptos.

Toda esta rebeldia causava tristeza a Deus, que havia se dedicado com amor ao seu povo e, como retribuição, foi desprezado. No capítulo 2 do livro do profeta Amós, Deus faz uma comparação entre os seus atos de cuidado ao libertar Israel do cativeiro no Egito, conduzí-los pelo deserto e sempre levantar profetas para levar-lhes a sua palavra e a absoluta indiferença do povo, que se esqueceu completamente daquele que o protegeu.

Os poderosos se julgam acima de qualquer lei. Quem terá a a ousadia de acusá-los? O seu dinheiro compra o favor das autoridades e a força do seu braço silencia os humildes, gerando uma perversa sensação de onipotência.

Mas o profeta declara que não haverá oportunidade de fuga para o homem mau e que diante de Deus não há poderosos que resistam ao peso de sua mão. “Não haverá mais fuga possível para o homem ágil, o forte não encontrará mais sua força, o valente não salvará sua vida, o arqueiro não poderá resistir, nem o homem de pés ligeiros poderá escapar, nem o cavaleiro salvará sua vida, e o mais corajoso entre os valentes fugirá nu, naquele dia - oráculo do Senhor”. Amós 2.14-16

A repreensão será dura, mas o objetivo é mostrar que a justiça não é um sonho inalcançável, mas uma possibilidade, quando homens e mulheres de Deus decidem segui-lo fielmente.