segunda-feira, janeiro 24, 2011

DEUS, JUSTIÇA E PAZ

DEUS, JUSTIÇA E PAZ.

“E Javé me disse:” O que é que você está vendo, Amós? ‘Eu respondi: Um prumo’. E ele me disse: Vou tirar o nível do meu povo Israel. Não o perdoarei mais.”Amós 7.8”.


Após vários anos de aparente descontrole, Israel está prestes a encarar o juízo contra a iniquidade que se disseminou em seu estilo de vida. O prumo exibe a medida certa em que determinada construção deve estar. Tudo o que está fora, precisa ser derrubado e refeito.

Em sua indignação, Deus profere pesados juízos contra os Hebreus. Amós escuta consternado e, antes de transmiti-los, decide interceder pelo seu povo: “Por favor, Javé, perdoa! Jacó é tão pequeno! Como poderá resistir?” (v.2).

Por duas vezes ele tem as suas orações atendidas, e o Senhor desiste de enviar o mal que havia prometido. "Então Javé se compadeceu, e disse: ’Isso não vai acontecer, - diz Javé" (v.3). As profecias de Amós tinham o objetivo de abrir os olhos da população contra a exploração política, econômica e religiosa, que se institucionalizara como parte do cotidiano.

Este fervor religioso desagradava às altas esferas do governo. Os poderosos precisavam saber que o juízo viria. Eles insistiam em dizer que tudo estava bem; e a prosperidade daquele momento trazia a falsa impressão de que nada poderia dar errado. A religião, em aliança com o governo, tratava de acalmar o povo, para deixar tudo como estava.

Desejando defender o seu cargo, Amasias fazia intrigas, diante do rei. "Amasias, sacerdote de Betel, mandou falar assim a Jeroboão, rei de Israel: 'Amós está tramando contra Vossa Majestade, dentro do reino de Israel. O país não pode tolerar mais as suas palavras, pois Amós está dizendo que Jeroboão deverá ser morto pela espada e que Israel deverá ir para o exílio, para longe do seu país'”. (v.10-11)

Depois desta audiência com Jeroboão, o sacerdote foi falar diretamente com Amós, para sugerir-lhe que voltasse para a sua terra, onde atrapalharia menos. “Vidente, vá embora daqui. Retire-se para a terra de Judá. Vá ganhar a sua vida fazendo lá suas profecias. Não me venha mais fazer profecias em Betel, pois isto aqui é o santuário do rei, e é templo do reino”.(v.12-13).

Amós não era um profeta profissional, figura muito comum naquela época, desta forma, ele estava livre para propagar a sua mensagem, ainda que ela desagradasse ao às autoridades: "Amós respondeu a Amasias: ‘Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta. Eu sou criador de gado e cultivador de sicômoros. Foi Javé quem me tirou de trás do rebanho, e me ordenou: ‘Vá profetizar ao meu povo Israel’". (v.14-15).

Quando a religião se contamina com o poder, ela se torna alérgica à palavra de Deus. O que movia o ministério de Amós não eram os compromissos políticos, mas o ideal de ver o seu povo servindo fielmente a Deus.

O juízo contra os sacerdotes corruptos seria pesado: "Pois bem, escute agora a palavra de Javé! Você está dizendo: ‘Não profetize contra Israel, não despeje suas palavras contra a casa de Isaac’. Pois bem, assim diz Javé: ‘A sua mulher vai se tornar a prostituta da cidade; seus filhos e suas filhas vão morrer a golpe de espada; sua terra será repartida na corda, e você mesmo irá morrer em terra estrangeira. E Israel será levado para o exílio, longe de sua terra’ ”.(v.16). O temido exílio virá para derrotar aqueles que pensavam ser possível ignorar a justiça e escapar impunes.

Um comentário:

CARLOS HERRERA disse...

Parabéns pelo blog...estou seguindo-o. ah..congrego também numa igreja batista!
convido a conhecer meu blog:
cativosporcristo.blogpost.com
Abraços