sábado, junho 13, 2009

SUCESSO, IMAGEM FUGAZ







O REINO DOS MAIS FRACOS - Parte 3 - Prog 45

quinta-feira, junho 11, 2009

Leonardo Boff - Palestra Sobre Aquecimento Global

Consequências Filosóficas e Antropológicas Frente à Iminência do Fim da Espécie

Material de Apoio ao Curso Ecologia e Espiritualidade











OS POEMAS

Foto de Marcos Vichi


OS POEMAS

Mário Quintana


Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto;

alimentam-se um instante em cada

par de mãos e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhado espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti ...

quarta-feira, junho 10, 2009

O REINO DOS MAIS FRACOS - Parte 2 - Prog 44

O MOVIMENTO DIRETRIZ EVANGÉLICA E A LUTA CRISTÃ POR JUSTIÇA

O REINO DOS MAIS FRACOS - Parte 1 Prog 43

terça-feira, junho 09, 2009

A OPRESSÃO NEGA A VIDA

Aula sobre o livro de Eclesiastes capítulo 4.1-3






Para obter o texto desta aula clique aqui

O AMOR QUE INCLUI - Prog 42

PROFETAS E PASTORES INFIÉIS

Foto de: Marcos Vichi


PROFETAS E PASTORES INFIÉIS

Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, e eu as farei repousar, diz o Senhor Deus. A perdida buscarei e a desgarrada tornarei a trazer, e a quebrada ligarei, e a enferma fortalecerei; mas a gorda e a forte destruirei; apascentá-las-ei com juízo. Ezequiel 34.15,16



Então Sabereis que eu sou o Senhor


Deus tem de o desejo estabelecer um relacionamento com os seus filhos. Relacionamento envolve convívio, intimidade, e isto só é possível quando há conhecimento mútuo. Deus conhece intimamente o seu povo, suas motivações e anseio pela libertação do cativeiro opressor. Mas este povo teve grandes dificuldades para entender as manifestações divinas em sua direção e insistia em caminhar em sentido oposto a elas.


O cumprimento das profecias é uma forma de tornar esta verdade clara e evidente aos olhos de qualquer pessoa. “Então saberão que eu sou o Senhor, quando eu tornar a terra em desolação e espanto, por causa de todas as abominações que cometeram. (...) Mas, quando vier isto – e aí vem – então saberão que houve no meio deles um profeta.” Ez. 33.29 e 33


O fato de a comunidade sacerdotal ter se desviado e passado a cometer injustiças foi um grande empecilho para que os judeus entendessem melhor o seu Deus. Os sacerdotes deveriam ensinar-lhes o significado da aliança que o Senhor estabeleceu com Moisés no deserto (Deuteronômio 27 a 30). De acordo com esta aliança, Deus se comprometeria a levar o povo para uma terra ampla e muito fértil. Ali eles cresceriam em liberdade e seriam protegidos contra todos os inimigos bastando que tão somente adorassem a Javeh como o único Deus e não permitissem que houvesse idolatria em seu meio. As maldições foram postas tanto como conseqüências da quebra do contrato, como uma forma de manter o povo afastado do pecado e como uma profecia do que realmente iria acontecer. Ao invés de cuidarem de suas ovelhas e as levarem por um bom caminho os sacerdotes as oprimiam com o jugo de uma religiosidade pesada que satisfazia apenas os seus egos e não levava a lugar nenhum (Ez 34.1-10)


A aparente inatividade de Deus que durante mais de 300 anos enviava os seus profetas para alertar o povo sobre o castigo também foi outro empecilho. Havia entre o povo a crença de que o juízo nunca chegaria e que não adiantava lutar contra o sistema iníquo que se estabelecera. “Filho do homem, que provérbio é este que vós tendes na terra de Israel: Passam-se os dias e perece toda a visão? (...) Filho do homem, os da casa de Israel dizem: A visão que se vê é para muitos dias, e ele profetiza de tempos que estão longe.” Ez 12.22 e 27. Dizia-se que era melhor ficar calado e desistir de ser fiel a Deus, porque o que ele prometia nunca iria acontecer.

Todo este silêncio e inatividade tinha o intuito de estimular uma virtude que Deus valoriza muito no relacionamento com ele: A fé. Nós temos uma perspectiva muito limitada da atuação divina, pois visualizamos os dias, meses e anos um de cada vez, mas Deus os contempla em sua totalidade. A sua profecia, assim como ele mesmo, não estão limitados pelo tempo e a sua maneira de agir não contempla apenas eventos isolados, mas processos históricos completos. O cativeiro era apenas um fato que completaria todo um ciclo que havia se iniciado três séculos atrás. “Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Não será retardada nenhuma das minhas palavras; a palavra que falei se cumprirá, diz o Senhor Deus.” Ez. 12.28. Deus não estava atrasado, o seu relógio é que funciona diferente do nosso.


O Senhor Redime o Seu Povo

Quando paramos para analisar determinadas situações da vida, temos a tendência de pensar nos fatos bons como sinal da presença de Deus e que os fatos ruins só aconteceram porque Deus afastou-se de nós. Ezequiel em sua profecia nos mostra um Deus que está perto dos seus servos mesmo quando eles não conseguem perceber. “Assim diz o Senhor Deus: Eu estou contra os pastores, e requererei as minhas ovelhas das suas mãos, e eles deixarão de apascentar as ovelhas, e não se apascentarão mais a si mesmos; livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e não lhes servirão mais de pasto. Pois assim diz o Senhor Deus: Eu, eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.” Ez 34.10-11

Os sacerdotes estavam se aproveitando de suas ovelhas para manter o poder político e acumular riquezas. Eles achavam que haviam descoberto uma mina de ouro. O povo se sentia abandonado porque quando precisava de orientação espiritual não tinha ninguém a quem recorrer.


O capítulo trinta e quatro de Ezequiel mostra como Deus se compadecia de suas ovelhas fracas e doentes (v.4) e estava a seu lado enquanto elas sofriam. O período de exploração chegaria ao fim, os pastores infiéis seriam destruídos e as ovelhas levadas para uma terra boa preparada pelo Bom Pastor. “Em bons pastos as apascentarei, e nos altos montes de Israel será a sua malhada; ali se deitarão numa boa malhada, e pastarão em pastos gordos nos montes de Israel. Eu apascentarei as minhas ovelhas, e eu as farei repousar, diz o Senhor Deus” Ez 34.14-15. Deus separara o melhor de suas bênçãos para os seus servos fiéis. Todo o período de escravidão e castigo levaria ao momento da redenção onde eles poderiam contemplar o poder do Senhor esmagando o perverso e levando o justo em triunfo.


Textos em Contexto:


"E as árvores do campo darão o seu fruto, e a terra dará a sua novidade, e estarão seguras na sua terra; e saberão que eu sou o SENHOR, quando eu quebrar as ataduras do seu jugo e as livrar da mão dos que se serviam delas". Ezequiel 34:27

"Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados". Hebreus 11.1-40

A fé nos fortalece para seguirmos em frente mesmo no meio da escuridão quando todas as evidências ao nosso redor são contrárias às promessas. Hebreus 11 mostra quantos pagaram o preço por viverem uma vida de fé. Eles sofreram e morreram sem ver o objeto de sua esperança se cumprindo, mas por sua fidelidade muitos podem reconhecer Senhor como Deus.


"Saberão, porém, que eu, o SENHOR seu Deus, estou com elas, e que elas são o meu povo, a casa de Israel, diz o Senhor DEUS. Vós, pois, ó ovelhas minhas, ovelhas do meu pasto; homens sois; porém eu sou o vosso Deus, diz o Senhor DEUS".Ezequiel 34.30-31

"Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor".Romanos 8.35-39


Nada pode nos separar do amor de Deus. As maiores dificuldades, tragédias ou decepções não são capazes de diluir o seu amor. Ele cuida do seu povo ajudando-o a superar os maiores obstáculos. A maior vitória que podemos alcançar é descobrir a profundidade deste amor no desenvolvimento do do relacionamento com Deus.


Referências:

TAYLOR, John B. Ezequiel, Introdução e Comentário. Trad. Gordon Chown Mundo Cristão – 1984 – 255p.

THOMPSON, Frank Charles. Bíblia de Referência Thompson. Editora Vida– SP– 1992. (suplementos didáticos)

domingo, junho 07, 2009

CONSUMO DESENFREADO, UM ESTILO DE VIDA PERIGOSO - Aula 2

ECOLOGIA E ESPIRITUALIDADE - MINI CURSO


Aula nº 2
















Vídeos
Duração: 21m27s
Fonte: Tides Foundation – You Tube
Para assistir: Clique aqui
Fonte: Maria Farinha Produções - You Tube
Parte 1 - Duração: 8m51s
Parte 2 - Duração: 9m47s
Parte 3 - Duração: 9m46s
Parte 4 - Duração: 9m53s
Parte 5 - Duração: 2m10s
Para assistir: Clique aqui
Duração: 5m42s
Fonte: Estúdio SC – You Tube

DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA? PORQUE ME IMPORTAR? - Aula 1


ECOLOGIA E ESPIRITUALIDADE - MINI-CURSO

Aula nº 1







RECURSOS

Vídeos:

Sem Florestas Não Há Clima
Duração:15m38s
Fonte: Greenpeace – You Tube –
Para assistir: clique aqui

Greenpeace Brasil - Mudanças do Clima, Mudanças de Vidas
Duração: 51m20s
Fonte: Greenpeace – You Tube
Para assistir: clique aqui


Texto:

Saciar a Fome de Água e Cidadania – Frei Betto
Fonte: Jornal Estado de Minas, 15 de novembro de 2007 - extraído do Blog do FALE no dia 11/12/2007 –
Para ler: clique aqui

SACOLAS RETORNÁVEIS - ECOLÓGICAS

Programa mostra uma mudança de hábito em favor do meio ambiente. Cada vez mais pessoas estão trocando as sacolinhas plásticas por bolsas retornáveis. Veja como isso pode ajudar a preservar o meio planeta.

Material de apoio ao curso Ecologia e Espiritualidade

sexta-feira, junho 05, 2009

Uma Beleza Ameaçada - Prog 41

Dia Mundial do Meio Ambiente - Pegada Ecológica? O que é isso?

PEGADA ECOLÓGICA? O QUE É ISSO?



Você já parou para pensar que a forma como vivemos deixa marcas no meio ambiente? É isso mesmo, nossa caminhada pela Terra deixa “rastros”, “pegadas”, que podem ser maiores ou menores, dependendo de como caminhamos. De certa forma, essas pegadas dizem muito sobre quem somos!

A partir das pegadas deixadas por animais na mata podemos conseguir muitas informações sobre eles: peso, tamanho, força, hábitos e inúmeros outros dados sobre seu modo de vida.

Com os seres humanos, acontece algo semelhante. Ao andarmos na praia, por exemplo, podemos criar diferentes tipos de rastros, conforme a maneira como caminhamos, o peso que temos, ou a força com que pisamos na areia.


Se não prestamos atenção no caminho, ou aceleramos demais o passo, nossas pegadas se tornam bem mais pesadas e visíveis. Porém, quando andamos num ritmo tranqüilo e estamos mais atentos ao ato de caminhar, nossas pegadas são suaves.


Assim é também a “Pegada Ecológica”. Quanto mais se acelera nossa exploração do meio ambiente, maior se torna a marca que deixamos na Terra.


O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados são rastros deixados por uma humanidade que ainda se vê fora e distante da Natureza.


A Pegada Ecológica não é uma medida exata e sim uma estimativa. Ela nos mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade do planeta de oferecer, renovar seus recursos naturais e absorver os resíduos que geramos por muitos e muitos anos.


Isto considerando que dividimos o espaço com outros seres vivos e que precisamos cuidar da nossa e das próximas gerações. Afinal de contas, nosso planeta é só um!


Calcule sua pegada


Faça o teste para descobrir qual o impacto do seu estilo de vida para o planeta: Clique aqui

quinta-feira, junho 04, 2009

ORAÇÃO, UMA EXPERIÊNCIA - Prog 40

PANORAMA DAS NAÇÕES EM VOLTA

PANORAMA DAS NAÇÕES EM VOLTA

"E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei". Ezequiel 22.30


Um Homem na Brecha


Ezequiel tinha uma grande responsabilidade nos seus ombros. Deus queria preservar o povo e não desejava destruir a cidade de Jerusalém, que ainda permanecia de pé. O profeta deveria anunciar os juízos de Deus ao povo para que ele se arrependesse dos seus maus caminhos. Nas guerras modernas quando um país percebe, através de seu sistema de radares, que será atacado pela força aérea de seu inimigo ele faz soar os alarmes por todo o território ameaçado para que a população tenha tempo suficiente para se esconder. Quem ignora os alarmes corre o sério risco de tornar-se uma vítima fatal do ataque que virá. Ezequiel era o encarregado de soar o alarme de Deus. Seu ministério denunciava a injustiça e a iniqüidade e buscava desviar o povo do caminho mal por onde ele estava seguindo .


O Reino de Judá, também chamado de Reino do Sul, não chegou ao cativeiro do dia para a noite. Ao longo de aproximadamente 300 anos o cenário de idolatria, corrupção e afastamento de Deus foi sendo construído. O cativeiro babilônico e a posterior queda de Jerusalém foi o ponto final da paciência de Deus em suportar a rejeição de seu povo amado aos seus estatutos.


Israel viveu um período de grande expansão territorial fruto das vitórias militares comandadas pelo rei Davi. No reinado do Rei Salomão aconteceu o enriquecimento da nação e após a sua morte a prosperidade chegaria ao fim trazendo um tempo de divisão política, guerras e muitas incertezas.


O príncipe Roboão, filho de Salomão, era um homem arrogante que tinha em Jeroboão, antigo colaborador de seu pai, um sério rival. Após a coroação de Roboão, Jeroboão apressou-se em voltar do Egito e reunir as tribos estabelecidas ao norte de Canaã para pedir ao novo rei um tratamento mais justo do que haviam recebido de Salomão. Roboão, ansioso por demonstrar a sua força, afirmou que seria mais duro do que seu pai havia sido. Este foi o estopim para a divisão de Israel em Reino do Norte (Israel) e Reino do Sul (Judá).


Neste período a idolatria começou a ser inserida no Reino do Norte como estratégia para conquistar a lealdade política e religiosa dos súditos. Para esvaziar a importância do templo de Jerusalém e evitar que os peregrinos do Reino do Norte fossem a visitassem para oferecer seus sacrifícios e adorar, Jeroboão mandou construir dois santuários: Um foi em Betel (no sul), a poucos quilômetros de Jerusalém, o outro foi em Dã (no norte), no Monte Hermon. Nesses altares ele colocou dois bezerros de ouro, nomeou sacerdotes e organizou festas religiosas na medida da sua conveniência (I Reis 12.1-33). Roboão, por sua vez, também abandonou ao Senhor. “Ele e muitos dos seus súditos tornaram-se apóstatas e começaram a estabelecer torres – templos, ídolos e bosques pagãos através de toda a terra.”1


A semente da idolatria germinou, a árvore cresceu e os seus frutos se espalharam pela nação. Dos dezenove reis de Judá apenas oito foram considerados retos diante dos olhos de Deus. Dos dezoito reis de Israel, nenhum foi obediente, todos procederam mau diante do Senhor. Isto fez com que em 722 A.C., durante o reinado de Jeroboão II, o Reino de Israel fosse destruído pela Assíria. Em 586 A.C. chegou a vez do reino de Judá que foi levado cativo para a Babilônia durante o reinado de Joaquim.


O Panorama das Nações em Volta


O cenário internacional estava muito agitado naqueles tempos. Judá e Israel “eram monarquias absolutas. O rei tinha poder supremo, e os membros da família reinante procuravam conservar o trono geração após geração, pelo uso da força e da violência sempre que necessário.”2 As nações daquela região alternavam-se no poder. Mas a Assíria estava transformando-se numa grande potência militar e cada rei buscava fazer as suas alianças políticas para receber proteção ou para juntar forças com exércitos mais equipados para poder fazer frente à grande ameaça que estava aproximando-se.


Os assírios tinham a fama de serem cruéis com os povos a quem derrotavam. Torturas, saques, morte e deportação dos sobreviventes era o que se seguia a cada nova conquista.. Israel estava no caminho dos assírios porque eles queriam conquistar o Egito e isto fazia com que os embaixadores tivessem muito trabalho para conter o poderoso inimigo que cobrava impostos altíssimos para não invadir a terra.


A Babilônia tem a sua origem num “império pré histórico governado por Nimrode, bisneto de Noé. A primeira cidade mencionada e sem dúvida a principal cidade do império era Babel, ou Babilônia, uma das mais antigas cidades referidas no texto da Bíblia.”3 (Gênesis 10.8-12). Em princípio a Babilônia era dominada pela Assíria, mas aos poucos foi crescendo e depois que Nínive foi destruída, os babilônios dividiram com os medos o território Assírio. Os medos tomaram do norte e ao noroeste, e os Babilônios dominaram as terras do sul ao Sudoeste.


Estes povos foram usados por Deus para mostrar a Israel e Judá que o poder econômico e militar não faz nenhuma diferença quando se está longe dele. O Senhor tem o controle de toda a história e pode livrar aqueles que nele confiam. “O Senhor é a minha luz e a minha salvação a quem temerei?(...)” Salmo 27.1.


Textos em Contexto:


  • "E busquei dentre eles um homem que estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei". Ezequiel 22.30

  • "Então disse o SENHOR: Se eu em Sodoma achar cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles". Gênesis 18.26

  • E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, porquanto tu, ó nosso Deus, impediste que fôssemos destruídos, por causa da nossa iniqüidade, e ainda nos deste um remanescente como este". Esdras 9.13

  • " Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem". Salmo 103.11:

Deus é misericordioso e busca sempre a possibilidade de resgatar a sua criação afastada dele. A destruição só vem quando não existe nenhum sinal de arrependimento e mesmo quando aplica o seu castigo, Deus o faz com amor sem nunca fechar a porta para a redenção.


  • "Por isso eu derramei sobre eles a minha indignação; com o fogo do meu furor os consumi; fiz que o seu caminho recaísse sobre a sua cabeça, diz o Senhor Deus". Ezequiel 22.31

  • "E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más". João 3.19

  • "Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo os rins; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações". Jeremias 17.10

  • "Grande em conselho, e magnífico em obras; porque os teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas obras". Jeremias 32.19

O Juízo de vem para trazer o castigo aos pecadores e a recompensa aos que obedecem a Deus. O Homem é indesculpável porque teve as suas oportunidades mas preferiu continuar vivendo a vida longe do Senhor.


  • "E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, dirige o teu rosto contra Jerusalém, e derrama as tuas palavras sobre os santuários, e profetiza sobre a terra de Israel. E dize à terra de Israel: Assim diz o SENHOR: Eis que sou contra ti, e tirarei a minha espada da bainha, e exterminarei do meio de ti o justo e o ímpio. E, por isso que hei de exterminar do meio de ti o justo e o ímpio, a minha espada sairá da sua bainha contra toda a carne, desde o sul até o norte. E saberá toda a carne que eu, o SENHOR, tirei a minha espada da bainha; nunca mais voltará a ela". Ezequiel 21.1-5

  • "Portanto assim diz o SENHOR dos Exércitos: Visto que não escutastes as minhas palavras, Eis que eu enviarei, e tomarei a todas as famílias do norte, diz o SENHOR, como também a Nabucodonosor, rei de babilônia, meu servo, e os trarei sobre esta terra, e sobre os seus moradores, e sobre todas estas nações em redor, e os destruirei totalmente, e farei que sejam objeto de espanto, e de assobio, e de perpétuas desolações". Jeremias 25.8-9

  • "Ai da Assíria, a vara da minha ira, porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos". Isaías 10.5

Deus não se esquece daquilo que fala. A Babilônia, a Assíria seriam usados como instrumento de disciplina de Deus para com o seu povo infiel e mesmo que muitos não cressem mais nas profecias devido ao tempo que estavam demorando para cumprir-se, no tempo certo Deus iria realizar tudo o que havia prometido.


Referências Bibliográficas


SHEDD, Russell P. (Ed. Resp.) Bíblia Vida Nova S. R. Ed. Vida Nova – SP – 1989. (suplementos didáticos)
Bíblia Vida – Ed.Vida – SP – 2000. (suplementos didáticos)
YANCEY, Philip. A Bíblia Que Jesus Lia Trad. Waldemar Kroker –Ed.Vida–SP–2000.
GUTRIE, D & MOTHIER, J.A. (Ed. Resp.) Nuevo Comentario Biblico Casa Bautista de Publicaciones – El Paso – Texas – EUA – 1977.


Notas:
História Ilustrada do Mundo Bíblico – Pág. 63
História Ilustrada do Mundo Bíblico – Pág. 73
História Ilustrada do Mundo Bíblico – Pág. 77

quarta-feira, junho 03, 2009

Justiça, Fé e Relacionamento com Deus - Parte 4 - Prog 39

Espírito Santo: A Presença de Cristo na Igreja

Foto: Marcos Vichi


Espírito Santo: A Presença de Cristo na Igreja


O ministério de Jesus na terra foi curto, apenas três anos. Mas os seus objetivos eram audaciosos: salvar a humanidade e deixar um grupo preparado para divulgar a sua mensagem orientando cada novo cristão nos quatro cantos do mundo. Para iniciar esta tarefa Jesus treinou doze homens, os seus discípulos.

No final do treinamento, após a última ceia, Jesus reúne os seus alunos e anuncia a sua partida deixando-os atônitos. “Um pouco, e não me vereis, mais um pouco ainda e me vereis. Alguns dos discípulos disseram uns aos outros: Que vem a ser isto? que nos diz?(...)” João 16. 16-17.


A perspectiva de ficarem sós assustou aqueles homens, mas Jesus os acalmou: “Não os deixarei órfãos, virei para vós (...) Eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, para que esteja convosco para sempre.” João 14.18,16.

Jesus foi e deixou o consolador, o Espírito Santo. O que isto representa para a igreja? Como ele a auxilia em seu ministério? Que valor isto tem para a fé? São estes os conceitos que vamos desenvolver neste capítulo.

O Espírito Santo traz a certeza da presença de Cristo. João 15. 26-27; 16.7


Antes de Cristo a relação entre o homem e Deus era distante. Muitos rituais, a necessidade de um sacerdote e uma grande dificuldade: Como um ser humano de carne e osso iria se relacionar com o Deus todo poderoso, infinito e invisível? Ao viver entre nós Cristo possibilitou este relacionamento eliminando o problema da invisibilidade divina.

Embora a presença física de Cristo fosse muito importante, ela limitava o relacionamento com Deus a uma determinada região da Palestina. Ao voltar para o Pai e enviar o Espírito Santo, ele criou condições para que o evangelho se espalhasse por toda a terra. “Todavia digo-vos a verdade: Convém que eu vá, porque se eu n ão for, o consolador não virá para vós; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado da justiça e do juízo.” João 16.7-8. Cristo revelou o amor e o propósito redentor de Deus de uma maneira que o homem podia compreender. O Espírito Santo, habitando em cada crente, capacita a igreja a revelar Cristo a todas as pessoas em qualquer momento da história. Philip Yancey em seu livro O Deus invisível diz o seguinte: “com o Espírito, um Deus santo deliberadamente arriscou a sua reputação nas pessoas infectadas pelo mal, expandindo a encarnação para abranger todos os discípulos de Jesus.” 1

O Deus eterno vive em nós! É isto o que Paulo quer dizer quando declara em I Coríntios 6:19 “Ou não sabeis que o nosso corpo é santuário do Espírito Santo que habita em vós, proveniente de Deus? Não sois de vós mesmo.” Ao habitar naqueles que reconhecem a Cristo como seu salvador o Espírito abre a perspectiva de um relacionamento que supera religiões e doutrinas. O próprio Deus cuida de nossas feridas, perdoa os pecados e redime as experiências ruins transformando-as em bênçãos. Na hora da dor, ou quando a tentação chega a um nível tão alto que parece que não vamos suportar, aquela voz tranqüilizadora traz à mente uma passagem da escritura e renova o ânimo para continuar a caminhada. É a voz do Espírito Santo ajudando-nos a lembrar as palavras de Cristo. “Mas o consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” .Antes de Cristo a relação entre o homem e Deus era distante. Muitos rituais, a necessidade de um sacerdote e uma grande dificuldade: Como um ser humano de carne e osso iria se relacionar com o Deus todo poderoso, infinito e invisível? Ao viver entre nós Cristo possibilitou este relacionamento eliminando o problema da invisibilidade divina.

O Espírito Santo representa para a igreja a certeza da presença de Cristo. Uma certeza que traz alegria e vida em abundância.

O Espirito Santo Traz a Plenitude da Presença de Cristo. Ef 5. 18

Um motor precisa de combustível para funcionar. Não e suficiente encher o tanque apenas uma vez. Para que a maquina permaneça produzindo, e necessário abastecê-la constantemente. Na carta aos Efesios, Paulo adverte que precisamos cuidar da qualidade do alimento com o qual abastecemos o nosso espirito; “E não vos embriagueis com o vinho em que há devassidão, mas enchei-vos do Espirito.”

A água é o combustível essencial para a vida. Não conseguimos viver sem ela, a sede não deixa. Cada vez que o corpo se desidrata ficamos desesperados e bebemos água até matar a sede. Espiritualmente falando, precisamos de Jesus da mesma maneira. “Como o cervo anseia pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo.” Salmo 42.1-2

Jesus utilizou-se da figura da água para falar de si: “(...) se alguém tem sede, venha a mim e beba” João 7.37. Exemplificando a atuação do Espírito Santo na vida de uma pessoa ele afirmou: “Quem crê em mim, como diz a escritura, do seu interior, fluirão rios de água viva.” João 7.38

Cristo é a fonte da água da vida e o Cristão precisa encher-se dele para produzir o fruto do Espírito. “Mas o Espírito de Deus produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade, e o domínio próprio. E contra essas coisas não existe lei.” Gálatas 5.22-23 NTLH

Quais são o s sinais visíveis de uma vida cheia do Espírito Santo? O texto de Gálatas apresenta uma lista das qualidades que demonstram de forma prática os resultados da transformação interior que Cristo já realizou. O aperfeiçoamento destas qualidades acontece quando desenvolvemos hábitos espirituais saudáveis. É fundamental separar um tempo diário para a oração e a leitura da Bíblia. Isto não é fácil, quantas vezes nos perdemos nas atividades diárias e no final do dia nos damos conta que não paramos para conversar com Deus. A prática devocional exige um esforço diário comparado ao que é necessário para a realização de exercícios físicos. No início é difícil, não dá vontade de sair da cama, mas se persistimos os resultados começam a aparecer: mais fôlego no dia-a-dia, alguns quilinhos a menos e a partir daí os exercícios se tornam uma fonte de prazer.

O resultado da vida devocional é uma identificação com o caráter de Cristo. Deus nos criou para sermos “conformes a imagem de seu filho.” Romanos 8.29. Experimentar a plenitude da presença de Cristo é ser cada dia mais parecido com ele. Isto não significa a perfeição absoluta, mas a cada dia avançamos um pouco mais neste caminho contando com o fortalecimento do Espírito Santo naquilo em que somos fracos. Romanos 8.26.

O Espírito Santo auxilia a igreja em seu ministério intercedendo por ela, completando as nossas orações, que em alguns casos são anseios tão profundos, que quase não encontramos palavras para expressá-los. Uma igreja cheia do Espírito realiza muito mais do que pode imaginar porque experimenta a plenitude da presença de Cristo.

A Certeza da Presença de Cristo Leva ao Descobrimento da Fé. Hebreus 11.1

A fé é a base de nosso relacionamento com Deus. Ela nos foi dada por ele e é o motivo pelo qual vivemos, “mas o justo pela sua fé viverá.” Habacuque 2.4 para o cristão, esperar pela fé é algo concreto e certo e não abstrato e duvidoso. Quando Deus dá uma visão, nós permanecemos onde não há ninguém e continuamos quando outros desistem.

A fé é essencial porque através dela podemos estabelecer nosso contato com Deus. “Ora, sem fé é impossível agradara Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que e galardoador daqueles que o buscam.” Hebreus 11.6 Como não podemos tocar em Deus ou contemplá-lo visualmente, a fé é o ponto de contato entre a realidade física e a espiritual. “Ora, o homem natural não compreendse as coisas do Espirito de Deus, pois lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” I Coríntios 2.1.

A fé não é um produto que se encontra disponível em pacotinhos numa prateleira de supermercado. Nem é como leite instantâneo que se dissolve num pouco de água morna para tomar na hora em que a fome aperta. A fé desenvolve-se ao longo da vida a partir das experiências com Deus. Por mais que não gostemos de admitir, é exatamente nos momentos de perdas, nas decepções e nas maiores tribulações, que o relacionamento com Deus e a nossa fé se fortalecem. Esta perspectiva de dependência torna prático o ensino de Romanos 5.3-5 “não somente isto, mas também nos gloriaremos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não traz confusão, porque o amor de Deus esta derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

As crises podem ser ótimas oportunidades para conhecer o poder transformador de Deus. Em seu livro A Águia e a Galinha, uma metáfora da condição humana, Leonardo Boff diz o seguinte: “Não recebemos a existência pronta. Devemos construi-la progressivamente (...) Como em qualquer jornada há riscos: incompreensões dos familiares, traições dos amigos, frustrações profissionais e fracassos no amor. Mas também conquistas: A descoberta da amizade, o florescimento do amor, a felicidade de experiências produtivas, o lento amadurecimento e o despontar da sabedoria da vida. (...) O que efetivamente conta não são as coisas que nos acontecem. Mas sobretudo, a nossa reação frente a elas.” (pág. 112,113,115. Ed. Vozes). Não precisamos ser destruídos pelos fatos ruins que nos surpreendem durante a vida. Podemos entregá-los a Deus para que ele os redima transformando-os em pontes para uma existência melhor.

O valor que a certeza da presença de Cristo tem para a fé é fazer- nos conhecer pela experiência prática que a vontade de Deus é mesmo boa, perfeita e agradável.

Conclusão.

“Não vos deixarei órfãos, virei para vos” João 14.18 Hoje, séculos depois desta declaração, podemos comprovar a eficácia do ministério do Espírito Santo. Aqueles doze homens atemorizados no salão da última ceia, pela convicção de que Deus habitava neles, superaram todas as maiores expectativas humanas e espalharam a mensagem do evangelho pelo mundo e ela chegou ate nós hoje. Evidentemente que o falta muito para ser feito, mas o Espírito Santo nos foi dado. A parceria entre Deus e o homem para a redenção do mundo esta de pé. “Disse-lhes Jesus de novo: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio.” João 20.21

A IGREJA UNIVERSAL E OS SEUS DEMÔNIOS

Foto: Marcos Vichi

A IGREJA UNIVERSAL E OS SEUS DEMÔNIOS


Há quase 20 anos o antropólogo Ronaldo de Almeida estuda as religiões pentecostais brasileiras. Em seu novo livro, "A Igreja Universal e seus demônios" (Terceiro Nome/Fapesp), ele faz um resumo da expansão do pentecostalismo no Brasil, e examina uma das protagonistas desse crescimento, a Igreja Universal do Reino de Deus. Pesquisador do Cebrap e professor da Unicamp, Almeida mostra como o antagonismo com outras religiões (em especial a umbanda) é fundamental para a Universal definir sua identidade. Nesta entrevista, o antropólogo analisa esse processo de "satanização da fé inimiga", e explica como o discurso da Universal se adapta às exigências do capitalismo contemporâneo.



Você diz que é no confronto com outras religiões que a Igreja Universal define seus contornos. Poderia falar um pouco sobre isso?

A tese do livro é que a Igreja Universal constituiu seu universo simbólico tendo como referência principal o seio do qual é fruto (os evangélicos pentecostais) mas também teve como contraponto esse caldo religioso "católico-afro-kardecista" disseminado pela sociedade brasileira. Ela é uma religiosidade que assimila e re-elabora conteúdos simbólicos e práticas rituais de outras religiões localizando-os no pólo negativo da fé cristã. Em resumo, suas práticas passam pela demonização do outro, mas ao mesmo tempo incorpora suas formas de apresentação. Assim, ela nos dá a impressão de combater aquilo do qual se alimenta o seu próprio discurso religioso. Daí o título "A Igreja Universal e seus demônios", que a meu ver sintetiza uma de suas formas de expansão.


A umbanda é a principal "antagonista" religiosa da Universal? Por que você acha que ela fez essa escolha?


A umbanda, devido à própria imagem de uma religião que trabalha com espíritos, alguns destes considerado "das trevas", é entendida pela Universal como a causadora dos males da vida (problemas familiares, financeiros, doenças etc). Isto fica mais explícito nos cultos de exorcismo. Mas também não podemos perder de vista que a Igreja Católica é pensada como uma adversária devido à devoção aos santos e às suas imagens, o que é considerada pela Universal como idolatria. Além disso, a Igreja Católica é um adversário forte devido ao enraizamento na sociedade brasileira. Mas o que é importante reter é que no processo de expansão da Universal ocorre este mecanismo de satanização da fé inimiga, que em outros países serão outras práticas religiosas.




Que tipo de ethos é formado e transmitido nos cultos da Universal?
Esta é uma questão ampla, mas destacaria dois aspectos: a intolerância com as religiões alheias e e um forte incentivo à prosperidade financeira, não propriamente por meio do trabalho formal mas a partir do estímulo a uma postura empreendedora por parte dos fiéis. A meu ver, este segundo aspecto está em sintonia com o contexto de crescente informalidade no mundo do trabalho que exigem soluções criativas e autônomas para a geração de renda. É menos uma ética do trabalho típica do protestantismo clássico e mais uma "viração" no mundo do trabalho para ter uma ascenção social sem culpa.


E como a Universal se relaciona com a tradição pentecostal brasileira? O que a distingue de outras pentecostais?
Além dessa questão da prosperidade financeira, destaco a interação entre os fiéis. Uma das características do meio protestante e pentecostal é a lógica congregacional, onde templos abrigam uma comunidade de fiéis que convivem por muitos anos entre si, gerando forte lações de amizade e parentesco. Não quero dizer que isto não ocorra na Universal, mas a arquitetura de seus templos (grandes salões), as várias reuniões que são realizadas diariamente, a rotatividade dos pastores entre os templos, entre outros aspectos, não favorecem o fortalecimento dos laços horizontais entre os fiéis como nas igrejas pentecostais mais clássicas. Parece-me uma religiosidade muito mais de massa, de fluxo e midiática que se contrapõe ao ethos congregacional dos "irmãos de fé" encontrado mais explicitamente nas igrejas protestantes como Batista e Presbiteriana e pentecostais tradicionais como a Assembléia de Deus e Congregação Cristã do Brasil. Convém destacar, no entanto, que devido ao sucesso deste modelo no arregimento de fiéis, algumas igrejas mais tradicionais começam a copiar o modelo da Universal.




Como se deu a chegada e expansão do pentecostalismo no Brasil?
A literatura sobre o tema costuma organizar a expansão do pentecostalismo em três momentos. O primeiro deu-se com a chegada em São Paulo, em 1910, de um missionário presbiteriano italiano que conheceu o recém-nascido pentecostalismo nos Estados Unidos e fundou a Congregação Cristã do Brasil no bairro do Brás; e a vinda de missionários suecos para Belém do Pará, em 1911, também via Estados Unidos, que fundaram a Assembléia de Deus. O segundo momento refere-se ao surto de expansão nos anos 50, sobretudo com a Cruzada Nacional de Evangelização, também vinda dos Estados Unidos e liderada pela Igreja do Evangelho Quadrangular, que gerou posteriormente as igrejas Deus é Amor e o Brasil Para Cristo. O terceiro momento, também chamado de neopentecostalismo, ocorreu como um processo autóctone a partir do final dos anos 70, do qual surgiram a Igreja Universal, a Internacional da Graça do Reino de Deus, a Renascer em Cristo, dentre outras. Creio que o importante a reter é que se o pentecostalismo é um fenômeno planetário, o Brasil se tornou um pólo emissor dessa religiosidade para outras partes do mundo, sobretudo África, América Latina e mais timidamente para Europa e o próprio Estados Unidos.


É possível hoje traçar um perfil do fiel pentecostal? Quem seria?
No ano que vem, 2010, o pentecostalismo completará 100 anos de Brasil, e o que vemos não é apenas a sua expansão numérica mas também a sua diversificação interna. Creio que falar genericamente do perfil do fiel pentecostal é simplesmente redutor. Temos aquele da teologia da prosperidade, outros ligados a movimentos sociais com militância política, outros mais voltados para uma estética e estilo de vida "gospel", como também aquele crente mais tradicional com homens usando ternos e as mulheres usando obrigatoriamente vestidos e cabelos compridos. Enfim, meu livro sobre a Igreja Universal, sem perder de vista esta diversidade interna, concentra-se em um determinado perfil, que embora específico é um exemplo paradigmático do pentecostalismo contemporâneo.



Fonte: Prosa On Line (http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/), dia 25 de Maio.

segunda-feira, junho 01, 2009

Justiça, Fé e Relacionamento com Deus - Parte 3 - Prog 38

domingo, maio 31, 2009

Justiça, Fé e Relacionamento com Deus - Parte 2 - Prog 37

Mudanças do Clima, Mudanças de Vidas - Greenpeace Brasil



Material de apoio ao curso: Ecologia e Espiritualidade

SEM FLORESTAS NÃO HÁ CLIMA



Material de apoio ao curso: Ecologia e Espiritualidade

sábado, maio 30, 2009

Justiça, Fé e Relacionamento com Deus - Parte 1 - Prog 36

sexta-feira, maio 29, 2009

A atuação dos Luteranos no Rio Grande do Sul

FALE - RJ - Video

HOMENAGEM AOS AMIGOS DISTANTES - Prog 35

Evangélicos: o trabalho social de batistas e adventistas com crianças

Metodistas salvam almas nos subterrâneos

Missionários traduzem a Bíblia para índios no MS

quinta-feira, maio 28, 2009

ESQUECIMENTO E LEMBRANÇA - Prog 34

Encontro RENAS 2009



LOCAL: Catedral Presbiteriana (Rua Silva Jardim, 23 - Centro - Rio de Janeiro/RJ)
DIAS: 27 a 29 de agosto de 2009
TEMA: “A Igreja de Cristo Promovendo Justiça”

quarta-feira, maio 27, 2009

RITUALÍSTICA CRISTÃ - Parte 2 - Prog 33

terça-feira, maio 26, 2009

ECOLOGIA & ESPIRITUALIDADE - Mini-curso

Clique na imagem para ampliar
ECOLOGIA E ESPIRITUALIDADE - Mini Curso


Facilitador: Pr. José Marcos Romão Vichi
Datas: 31 de maio, 7 e 14 de Junho
Inscrições: jakler.ebd@gmail.com


Objetivo
Levar à reflexão sobre a responsabilidade de preservação do meio ambiente. a partir do debate bíblico do tema. Ao final do curso, o aluno deverá ser capaz de olhar para o lugar em que vive, como um bem precioso que deve ser cuidado, pois também servirá de morada para as gerações posteriores.


Programa
Aula 1 (31 mai): Desmatamento Na Amazônia, Porque me Importar?
Aula 2 (07 jun): Consumo Desenfreado, um Estilo de Vida Perigoso
Aula 3 (14 jun): Pensando em uma ética ambiental


Local
Igreja Batista Itacuruçá (Pça Barão de Corumbá, 49 - Tijuca / 4º Andar)

Horário
09:00 - 10:30h

domingo, maio 24, 2009

MESTRE JONAS - Zé Rodrix e Sucata de Luxo

MESTRE JONAS


Composição: Sá / Rodrix / Guarabyra

Dentro da baleia mora mestre Jonas
Desde que completou a maioridade
a baleia é sua casa, sua cidade
dentro dela guarda suas gravatas, seus ternos de linho

e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometido
e ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida
até o fim da vida

dentro da baleia a vida é tão mais fácil
nada incomoda o silêncio e a paz de jonas
quando o tempo é mal, a tempestade fica de fora
a baleia é mais segura que um grande navio

e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometido
e ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vid
aaté o fim da vida
até subir pro céu