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sexta-feira, fevereiro 04, 2011

TERMELÉTRICAS E USINAS NUCLEARES NO NORDESTE, TERRA DE VENTO E SOL - Sérgio Abranches

Foto: Site Mundo Hoje - acesso em: 04/11/2011


TERMELÉTRICAS E USINAS NUCLEARES NO NORDESTE, TERRA DE VENTO E SOL

Sérgio Abranches

O apagão que deixou ontem sete estados do Nordeste sem luz foi causado por falha técnica, desta vez, dizem os responsáveis, não por oferta insuficiente ou demanda elevada. Mas a região precisa de aumentar a capacidade local de geração. Mas deve fazer isso explorando seu melhor potencial e buscando segurança energética. Poderia se tornar um pólo mundial de energias renováveis alternativas.

Mas o governo escolhe o pior caminho: faz termelétricas a combustível fóssil, poluindo a região e sujando a matriz elétrica brasileira e quer fazer usinas nucleares. Não precisa, o Nordeste é a maior fonte de energia eólica e solar do Brasil. Limpa e segura. Há áreas do semi-árido, hoje quase sem população, são muito secas e ficarão mais secas ainda no futuro. Nelas poderiam ser instaladas centrais de energia solar fotovoltaica.

Por que insistimos no caminho do velho? Por que o Brasil tem preconceito e se recusa a fazer o que o resto do mundo todo está fazendo: Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Portugal, China, Índia? Só para mencionar os principais.

Porque temos uma política energética ultrapassada e que virou monopólio de uma clique de tenocratas e donataria de grupos políticos. O Ministério das Minas e Energia é como uma grande sesmaria, loteada politicamente. É comandado por uma facção política como se fosse direito hereditário. As empresas elétricas são capitanias hereditárias, os partidos viraram donos delas. Com o loteamento de um setor estratégico para o país para os grupos mais clientelistas da política brasileira, fica difícil imaginar políticas públicas com visão de futuro, voltadas para a inovação, sintonizadas com as tendências mundiais.

Nosso sistema de transmissão e distribuição é ineficiente. Apagões têm sempre um culpado exótico, o raio de Bauru, que só os técnicos do setor elétrico viram, mas a meteorologia não captou, ou o culpado é sujeito indefinido: “mandaram” desligar Itaipu – e aí 18 estados ficam sem luz. Ontem, segundo explicação da CHESF, uma peça eletrônica, uma “cartela eletrônica”, de uma grande subestação desligou, por defeito, parte do sistema e sete estados do Nordeste, mais o interior do Piauí, ficaram sem luz. Não dá para demitir o raio de Bauru, ou a cartela eletrônica.

Em entrevista, ontem, para Míriam Leitão na Globonews, o diretor da ONG Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, e o diretor da COPPE, Luiz Pinguelli Rosa, defenderam investimento no aumento de eficiência na geração, transmissão, distribuição e consumo de eletricidade no Brasil. A energia mais barata que temos é a que desperdiçamos e a que deixamos de produzir. Defenderam também a diversificação urgente de nossa matriz energética, aumentando a geração eólica, que pode ser o melhor complemento da hidreletricidade e ainda dá segurança energética ao Nordeste. Eu concordo inteiramente. O Brasil precisa passar a investir em energia solar. O Nordeste não tem mais potencial hidrelétrico, mas tem um vasto potencial eólico e solar. A Índia está instalando a maior usina do mundo movida pelas ondas do mar. Aqui as ondas quebram nas praias, ociosas, dolentes, e ninguém vê a energia nelas contida. O vento balança as folhas do coqueiro do Nordeste, mas move muito poucas turbinas eólicas. O sol esquenta o agreste, mas não gera um único Watt de eletricidade. Mas a fumaça das termelétricas aumenta e agora o Nordeste enfrentará o risco nuclear.

Sempre me perguntam qual é a alternativa para o que se vem fazendo, e inclusive para Belo Monte? Resultado da propaganda do governo e setores do mercado interessados no status quo, que dizem que ou fazemos esses absurdos programados no PAC ou teremos um apagão e o crescimento será inviável. Não é assim. O mundo busca alternativas que temos de sobra e desprezamos. Insistem que é mais caro e não dá escala. Enquanto isso, no resto do mundo, o custo por kWh dessas energias só faz cair e a escala só aumenta. Caro é Belo Monte, um projeto sem transparência, cujo custo final, depois de realizado será provavelmente muito maior do que se diz. Era R$ 20 bilhões, o BNDES já reconhece R$ 26 bilhões. Duvido que fique na casa dos trinta. A usina de Simplício, no rio Paraíba do Sul, entre os municípios de Chiador, MG, e Sapucai, RJ, custou o dobro do estimado. Imagine-se uma obra das proporções de Belo Monte, lá no Xingu. Et pour cause.

A eficiência energética não supera a necessidade de expandir a capacidade instalada, mas reduz a urgência na instalação de novas usinas e garante melhor aproveitamento dos MW já gerados e dos novos que entrarão no sistema. Reduz custo e preço. É o melhor investimento que se pode fazer. Tecnicamente falando, claro. Mas é um péssimo investimento político: invisível, não dá inauguração, não gera grandes contratos com empreiteiras. Não dá para fazer. Energia eólica e solar fotovoltaica, a começar pelo Nordeste, são uma óbvia opção brasileira. Precisa subsidiar? Precisa. Mas o governo subsidia hidrelétricas e, pior, termelétricas a carvão e óleo. Pagamos caro pela energia do passado, como disse Barack Obama no discurso “Estado da Nação” ao Congresso do EUA. Por que não subsidiar a energia do futuro? O atendimento de populações de mais baixa renda e longe dos grandes centros, pode ser feito com pequenas usinas, biomassa, turbinas eólicas. Cidades inteiras podem gerar boa parte de sua energia usando lixo, biomassa, eólica e solar.

Alternativa tem. Os lobbies e as forças que controlam a política energética é que não querem admitir.

http://www.ecopolitica.com.br/2011/02/04/termeletricas-e-usinas-nucleares-no-nordeste-terra-de-vento-e-sol/ acesso em: 04/11/2011.

sábado, janeiro 22, 2011

O PREÇO DE NÃO ESCUTAR A NATUREZA - Leonardo Boff


O PREÇO DE NÃO ESCUTAR A NATUREZA

Leonardo Boff

O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.

Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.

A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrário, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.

Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.

Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam.

Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.

No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.

Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.

Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.

Fonte: http://vidaemeioambiente.wordpress.com/2011/01/18/o-preco-de-nao-escutar-a-natureza/ - Acesso em: 22/01/2011

sábado, outubro 09, 2010

CAMINHADA ENTRE OS FORTES DE NITEROI -23/10/2010















domingo, agosto 15, 2010

NOSSA RESPONSABILIDADE PERANTE A CRIAÇÃO

NOSSA RESPONSABILIDADE PERANTE A CRIAÇÃO - Parte 1



NOSSA RESPONSABILIDADE PERANTE A CRIAÇÃO - Parte 2

sábado, abril 17, 2010

Mudanças Climáticas - Greenpeace

quinta-feira, novembro 26, 2009

GLOBO REPORTER - RECICLAGEM NO BRASIL

RECICLAGEM DE LIXO E COLETA SELETIVA



Reportagem detalhada sobre o lixo gerado na cidade de São Paulo. Idéias criativas para dar um destino correto para o lixo, em casa.
Reportagem: Clara Vanali
Edição: Elvis Petrorenzo
Imagens: Gustavo Borges e Antonio Pimentel
Supervisão: Marcelo Dias
Vídeo produzido pela TV Mackenzie, exibido no programa Recorte em Dezembro/2008

sábado, novembro 07, 2009

OS CONTRASTES DA CIDADE GRANDE I - VIOLÊNCIA X LIBERDADE












Recursos

Vídeo: NOTICIAS DE UMA GUERRA PARTICULAR Parte 1 de 7DocumentárioDireção: João Moreira Salles, Kátia Lund,Ano de produção: 1999País de produção: BrasilDistribuição: VideofilmesDuração Parte 1: 08m10s

Vídeo: Campanha Publicitária WWF-Brasil 2007Fonte - Sempre um Papo - You TubeDuração 01m00sPara assistir clique aqui

Música: O Calibre – Paralamas do SucessoPara assistir clique aqui

REFERÊNCIAS

BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as conseqüências humanas — tradução Marcus Penchel. — Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999
BAUMAN, Zygmunt. Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos — tradução Carlos Alberto Medeiros — Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2004
BOFF, Leonardo, Saber Cuidar: ética do humano – compaixão pela terra – Vozes – Petrópolis – RJ – 1999
BÍBLIA SAGRADA – Edição Pastoral – Tradução Ivo Storniolo, Euclides Martins Balancin – Paulus – SP – 1991.

CAMPANHA PUBLICITÁRIA WWF-BRASIL 2007

sábado, junho 13, 2009

PENSANDO EM UMA ÉTICA AMBIENTAL - Aula nº 3

ECOLOGIA E ESPIRITUALIDADE - MINI CURSO
Aula nº 3











RECURSOS

Vídeo: Ilha das Flores
Fonte: Casa de Cinema de Porto Alegre - Documentário de Jorge Furtado
Parte 1 - Duração 6m19s
Parte 2 - Duração 6m04s
Para assistir clique aqui

Vídeo: Leonardo Boff - Palestra Sobre Aquecimento Global: Consequências Filosóficas e Antropológicas Frente à Iminência do Fim da Espécie.
Fonte: Sempre um Papo - You Tube
Parte 1 - Duração 9m56s
Parte 2 - Duração 9m46s
Parte 3 - Duração 9m06s
Parte 4 - Duração 9m54s
Parte 5 - Duração 9m59s
Parte 6 - Duração 8m08s
Para assistir clique aqui

quinta-feira, junho 11, 2009

Leonardo Boff - Palestra Sobre Aquecimento Global

Consequências Filosóficas e Antropológicas Frente à Iminência do Fim da Espécie

Material de Apoio ao Curso Ecologia e Espiritualidade











domingo, junho 07, 2009

CONSUMO DESENFREADO, UM ESTILO DE VIDA PERIGOSO - Aula 2

ECOLOGIA E ESPIRITUALIDADE - MINI CURSO


Aula nº 2
















Vídeos
Duração: 21m27s
Fonte: Tides Foundation – You Tube
Para assistir: Clique aqui
Fonte: Maria Farinha Produções - You Tube
Parte 1 - Duração: 8m51s
Parte 2 - Duração: 9m47s
Parte 3 - Duração: 9m46s
Parte 4 - Duração: 9m53s
Parte 5 - Duração: 2m10s
Para assistir: Clique aqui
Duração: 5m42s
Fonte: Estúdio SC – You Tube