Mensagem pregada na Igreja Presbiteriana de Vila Isabel, no dia 17/05/2009
terça-feira, maio 19, 2009
UM REINO DE RESPEITO ÀS DIFERENÇAS
Mensagem pregada na Igreja Presbiteriana de Vila Isabel, no dia 17/05/2009
sexta-feira, maio 15, 2009
O REINO DE DEUS IX - UM REINO DE RESPEITO
"Acolham o fraco na fé, sem lhe criticar os escrúpulos. Um acredita que pode comer de tudo; outro, sendo fraco, só come legumes. Quem come de tudo, não despreze quem não come. E quem não come, não julgue aquele que come, porque Deus o acolhe assim mesmo." Romanos 14.1-3
O ser humano é um ser de relações. Ele precisa do convívio social para se reconhecer enquanto pessoa, aprimorar as suas qualidades e corrigir os seus defeitos. Os grupos se formam por afinidade: os apaixonados por futebol se reúnem nas torcidas que vão aos estádios cantar e gritar para comemorar a vitória do se time ou chorar pela derrota. Em alguns casos, que torce pela outra equipe deve passar bem longe, senão sofrerá as conseqüências de enfrentar aqueles que pensam de forma diferente.
O apóstolo Paulo chama a atenção dos membros da igreja que se reúne em Roma, sobre o fato de que o Reino de Deus não contempla apenas uma facção da humanidade, mas que o seu princípio básico é a abertura para receber todos os que desejam restabelecer o seu relacionamento com o Pai Celestial.
Esta abertura transforma a igreja num caldo de diversidade, que reúne pessoas de faixas etárias, níveis de escolaridade e experiências de vida diferentes, em torno de uma confissão de fé. Tantas visões de mundo diferentes juntas num só lugar, geram atritos que precisam ser administrados.
Lidar com as diferenças dá trabalho. É muito mais cômodo estar entre os iguais, mas a capacidade de ouvir o que o outro tem a dizer e de relacionar-se com ele, ainda que suas convicções sejam diametralmente opostas às nossas, é sinal de maturidade.
A igreja tem a missão de ser um espaço de liberdade, onde o amor falará mais alto, permitindo que a multiplicidade de convicções componha um mosaico, que ressalte a beleza que experimentaremos quando o Reino de Deus se estabelecer completamente.
Acolhimento é a palavra chave do Reino de Deus, porque ele prefere o cuidado que relativiza as idéias e prioriza a humanidade. Um come carne e o outro é vegetariano? Tudo bem. Nós dois somos amados por Deus. O grande problema do fundamentalismo é que ele torna as convicções mais importantes que as pessoas e fomenta o conflito.
O respeito às diferenças é o reconhecimento de que todos têm uma importante contribuição a dar ao Reino e Deus, não importa o grau de instrução, idade ou situação financeira. Em Cristo, todos somos um com o Pai.
sábado, maio 09, 2009
ALEGRIA
Fonte: Site Overmundo
“Então compreendi que não existe para o homem nada melhor do que se alegrar e agir bem durante a vida. (...) Por isso eu exalto a alegria, porque não existe felicidade para o homem debaixo do sol, além de comer, beber e alegrar-se. Essa é a única coisa que lhe serve de companhia na fadiga, nos dias contados de vida que Deus lhe concede debaixo do sol”. Eclesiastes 3.12 e 8.15
O conceito de alegria e de prazer no livro do Eclesiastes, é considerado como a recompensa por uma vida dedicada ao trabalho. Para o Coélet 1, a verdadeira felicidade seria desfrutar dos resultados da colheita acompanhado da família e de seus amigos. Sem isso, todo o esforço teria sido em vão.
A era pós-moderna subverteu estes conceitos disseminando a idéia de que todo o tempo livre precisa ser preenchido com alguma atividade excitante, e de que a felicidade está em consumir todos os produtos lançados no mercado. Para suprir estas carências precisamos de dinheiro, e por isso trabalhamos cada vez mais.
"(...) O segredo da sociedade atual está ‘no desenvolvimento de um senso de insuficiência artificialmente criado e subjetivo’ — uma vez que ‘nada poderia ser mais ameaçador’ para seus princípios fundamentais ‘do que as pessoas se declararem satisfeitas com o que têm’. O que as pessoas têm de fato é assim diminuído e denegrido pela insistente e excessiva exibição de aventuras extravagantes pelos mais favorecidos: ‘Os ricos se tornam objetos de adoração universal’.” 2
No final de semana, ou quando as férias chegam, nosso maior desejo é relaxar, para repor as energias. Sempre que é possível tento escapar para lugares tranqüilos, com natureza exuberante e vista bonita. Por este motivo é que considero um privilégio morar no Rio de Janeiro, que possui praia, montanha e zona urbana na mesma cidade.
Ao longo dos anos, alguns parques e reservas naturais vêm sofrendo com a degradação, provocada pela ação predatória do ser humano e deixaram de ser um espaço de lazer, para se tornarem focos de doenças e outros problemas. Pouco a pouco, vamos deixando de olhar para a nossa cidade como um lugar de alegria e comunhão com as pessoas. Aonde vamos chegar neste ritmo? Que herança restará para os nossos filhos e netos aqui no planeta terra?
O sábio escritor do Eclesiastes afirmou: “E cheguei à seguinte conclusão: Deus fez o homem correto, mas o homem inventa muitas complicações”. 3 Fomos criados com a habilidade de sermos felizes e de proporcionar felicidade aos que estão ao redor, mas o nosso estilo de vida produz pessoas cada vez mais tristes e isoladas.
O caminho para romper com este ciclo vicioso passa pela redescoberta dos sentimentos de afeto em relação ao nosso semelhante e ao planeta terra, que é a nossa casa e precisa de cuidados urgentes. Não adiantará nada ganhar toda a fortuna do mundo, se não tivermos onde nem com quem desfrutar de seus benefícios.
NOTAS
1.Coélet é a forma aportuguesada do hebraico Qohélet, termo utilizado pelo autor para referir-se a si mesmo.
2.Bauman, Zygmunt,Globalização: as conseqüências humanas, p.91
3.Eclesiastes 7.29.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAUMAN, Zygmunt,Globalização: as conseqüências humanas tradução Marcus Penchel. — Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1999
BÍBLIA SAGRADA – Edição Pastoral – Tradução Ivo Storniolo, Euclides Martins Balancin – Paulus – SP – 1991
sexta-feira, maio 08, 2009
ESPÍRITO SANTO, O EDIFICADOR DA IGREJA
Efésios 4:1-16
1) Revista Você S.A. – Maio 2001 – Pág. 126
O CHAMADO PARA UMA OBRA DIFÍCIL
Ezequiel 3.17
Quem é o Atalaia?
A política de dominação aos povos derrotados aplicada por Nabucodonozor era a de deportar os seus habitantes para terras distantes a fim de desvinculá-los de suas referências culturais e aplacar qualquer tentativa de rebelião. “Calcula-se que nesse período mais de 50.000 pessoas tenham sido removidas porque muitas cidades judias desapareceram completamente.”1
O registro da profecia de Ezequiel é repleto de símbolos, alegorias, visões e parábolas ricas em detalhes, mas de difícil interpretação. O seu maior objetivo é declarar que Deus cumpre aquilo que promete e que o povo de Judá, apesar de sofrer um castigo severo, alcançaria a misericórdia e a restauração, frutos do amor do Senhor.
“Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel (...)” Ez 3.3. A ordem do Senhor traz legitimidade à missão do profeta. Sem esta ordem todo o ministério de Ezequiel seria somente uma coleção de aborrecimentos e frustrações por dedicar-se a um trabalho que não lhe traria nenhum resultado.
A missão era difícil: Pregar a um povo de semblante duro, obstinado de coração (Ez 2.3) que não estaria disposto a ouvir palavras de correção. Normalmente chamar a atenção de alguém não é algo agradável. Quando sabemos que a pessoa não prestará atenção no que vamos lhe dizer, aí mesmo que desistimos da tarefa. Mas ao chamar Ezequiel, Deus o incumbiu de falar, mesmo que ninguém o quisesse ouvir. Ainda que todos lhe virassem as costas e tapassem os ouvidos, a mensagem de Juízo deveria ser anunciada. “Mas tu lhes dirás as minhas palavras, que ouçam, quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.” Ez 2.7
Ezequiel não estava nessa briga sozinho, o Senhor o havia colocado ali, portanto lhe forneceria as condições para resistir. “e tu ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras. Ainda que haja sarças e espinhos para contigo, e tu habites com escorpiões, não temas as suas palavras nem te assustes com os seus rostos porque são casa rebelde.” Ez 2.6 Deus se comprometeu a proteger o seu servo das armadilhas que seus opositores levantariam para destruí-lo.
Esta é a grande diferença que existe quando algum trabalho é aprovado por Deus. Ele se responsabiliza pelos resultados. Do ponto de vista humano o ministério de Ezequiel pareceria infrutífero. Poucos iriam querer ouvi-lo pregar, menos ainda iriam converter-se. Mas no processo divino de educação daquele povo, que duraria os setenta anos de cativeiro, a pregação de Ezequiel foi muito importante. Ela deu início a um despertamento religioso onde os judeus exilados, definitivamente abandonaram a idolatria e tornaram-se uma nação monoteísta até o dia de hoje.
Para que Ezequiel fosse bem sucedido em sua missão ele precisaria cumprir alguns requisitos essenciais para quem deseja realizar algo importante para Deus que estão relatados em Ez 2.8. Primeiro: Teria que ouvir o que Deus queria lhe dizer para poder pregar com autoridade. Segundo: Teria que ser obediente. Nem sempre é fácil fazer o que Deus manda. É preciso estar disposto a obedecer mesmo sem compreender completamente o sentido do que nos foi ordenado. Terceiro: Precisaria confiar na provisão divina. Deus sempre fará muito mais do que aquilo que pedimos ou pensamos. Quarto: Não ser rebelde. Ezequiel não foi obrigado a ser um profeta. Ele simplesmente disse sim ao Senhor e não se recusou a fazer o que ele lhe pedia.
1. História Ilustrada do Mundo Bíblico – Pág. 93
quarta-feira, abril 29, 2009
IGREJA, O CORPO DE CRISTO.
I Coríntios 12.1 – 31
Qual é a primeira imagem que vem à sua mente quando você ouve a palavra Igreja? Para muitos Igreja significa um templo aonde se vai nos dias de culto e que no resto da semana permanece fechado.
A BOA NOTÍCIA DO REINO DE DEUS
terça-feira, abril 28, 2009
segunda-feira, abril 27, 2009
JUSTIÇA SOCIAL TAMBÉM É VIDA DEVOCIONAL - Teologia e Prática da Missão Integral
JUSTIÇA SOCIAL TAMBÉM É VIDA DEVOCIONALTeologia e Prática da Missão Integral
A palavra devoção tem a ver com atitudes que envolvem a dimensão espiritual do indivíduo. É por este motivo que a oração, pública ou privada, a leitura da bíblia e a participação nos cultos e reuniões da igreja são tão facilmente identificadas como parte da vida devocional, cuja finalidade deve ser nos aproximar de Deus.
O conceito de justiça social é frequentemente relacionado à militância política, distribuição de alimentos, roupas, enfim, atividades que proporcionam o contato com as pessoas e as suas lutas para superar as adversidades.
É possível haver alguma conexão entre a espiritualidade e a justiça social? Um tema tão humano tem algo a ver com os propósitos de Deus na terra? O que o evangelho tem a dizer sobre este assunto?
Em seu ministério, Cristo recebeu pessoas de todas as classes sociais com muitos problemas diferentes. Em nenhum momento é possível perceber que ele tenha feito uma classificação de seus milagres dividindo-os em: políticos, sociais, de cura física, etc. Os evangelhos expõem de forma muito clara a missão de Jesus, que é um dos princípios básicos do evangelho integral: “Porque o filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Lucas 19.10.
Ao curar coxos, mudos e portadores de várias doenças, além de ressaltar a importância da saúde física, Jesus estava colaborando para a inclusão daquelas pessoas na sociedade.
"E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos. E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz". Lucas 17.13-15
"O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor".Lucas 4.18-19
"Depois disso, desceu para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ali só demoraram poucos dias. Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas. Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes". João 2.12-15
Mas o evangelho não traz apenas uma mensagem de confrontação ao pecado, e às estruturas corrompidas da sociedade, ele apresenta também a esperança de redenção, que alcançará a todos os que crerem em Jesus.
O progresso tem permitido ao homem fazer coisas que até alguns anos atrás eram consideradas impossíveis. Utilizando um computador uma pessoa pode realizar, sozinha e com mais rapidez, a tarefa que outras cinco cumpririam manualmente.
Todo este aparato tecnológico tem consumido o tempo livre, que antes era dedicado à família e aos amigos, porque para cumprir prazos cada vez mais apertados, os funcionários precisam estar sempre disponíveis para atender a uma solicitação do chefe, sob pena de perder o seu valioso emprego, caso decidam reclamar do excesso de trabalho.
Jesus oferece um caminho alternativo para enfrentar os desafios da vida moderna. Não é uma rota de fuga ou um anestésico para eliminar a dor da alma por um breve instante, mas é uma promessa de que ele estará conosco em qualquer situação e a certeza de que o nosso valor como pessoa não vem dos cargos que ocupamos ou do extrato da conta bancária, mas no fato de que somos filhos amados de Deus.
A consciência de que somos filhos de um pai cuidadoso, faz com que as crises tomem uma dimensão administrável. Ao invés da angústia, a paz de Cristo guardará a sanidade mental emocional e física daquele que opta por entregar nas mãos de Deus, através da oração, tudo o que lhe inquieta a alma.
Cuidar do corpo e da alma, recupera o homem integralmente e cumpre o desejo de Jesus expresso nos evangelhos: “(...) eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância". João 10.10.
No desejo de tornar o reino de Deus uma realidade palpável, corremos o risco de exagerar em alguns pontos e negligenciar questões importantes, por isso é necessário agir com prudência para evitar erros que venham a fechar portas importantes e criar obstáculos ao anúncio das boas novas. Que erros seriam estes? Entre outros, é possível citar:
Num país com tantas necessidades urgentes, algumas soluções que deveriam ser provisórias acabam se estabelecendo como definitivas, atendendo a uma parte superficial do problema, mas deixando de tratar a sua origem, gerando um número cada vez maior de pessoas dependentes da ajuda de instituições ou autoridades.
A distribuição de alimentos, roupas, e até dinheiro, tem a sua utilidade em momentos agudos, quando a sobrevivência do indivíduo ou de sua família esteja ameaçada, se não houver uma intervenção externa. Esta assistência deve vir sempre acompanhada de políticas que estimulem a autonomia daquele que recebe o auxílio. O deputado Marcos Rolim traz em seu site: http://www.rolim.com.br/cronic5.htm a seguinte explicação sobre a diferença entre a assistência Social e o assistencialismo:
Assistência social: "O que se vislumbra é a possibilidade dos assistidos se organizarem de forma independente, elaborar suas demandas de forma coletiva e passar a crer mais em si próprios do que na intervenção de qualquer liderança ou autoridade que lhe apareça como "superior". A Assistência Social é, por isso mesmo, uma prática de emancipação. Se vitoriosa, ela produz sujeitos livres e críticos".
À igreja cabe a tarefa de estimular a formação de sujeitos autônomos, que possuam o coração aberto para auxiliar o outro com o mesmo amor que receberam no momento de sua dificuldade.
B) A tentação do adesismo religioso
Vincular a ajuda à freqüência regular aos cultos da igreja prejudica a formação de novos discípulos e vai contra a recomendação bíblica: "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei". Romanos 13.8
Esta atitude distorce o conceito de lealdade, pois a pessoa está ali por conta do suprimento a ser recebido e não por amor a Deus. A igreja cheia, longe de glorificar a Deus exalta o estilo de sua liderança.
A) Fé x obras - Dilema ou diálogo?
O desenvolvimento da teologia colocou em oposição estes dois tópicos importantes e criou uma rivalidade que não existiu na prática ministerial de Jesus ou dos apóstolos, conforme é possível observar neste texto da epístola de Tiago 2.14-18:
O verdadeiro discípulo de Cristo, prega o evangelho contemplando as necessidades físicas e sociais da pessoa evangelizada, considerando-as tão importantes quanto a salvação de sua alma.
Pare. Dê um tempo na agitação diária, olhe ao redor, para os problemas de sua rua, de seu bairro e será possível perceber quanta coisa existe para ser feita no lugar onde você vive. Escute o clamor das pessoas de sua comunidade a fim de levar-lhes o conforto da resposta divina. Se a igreja calar-se até as pedras levantarão as suas vozes ao céu (Lucas 19.40).
O critério escatológico de Jesus para reconhecer os filhos de Deus, não foi posicionamento teológico ou confissão doutrinária, mas o amor dedicado aos mais fracos.
De que forma nós queremos ser reconhecidos por Cristo, no dia do Juízo final? O nosso estilo de vida, fornecerá a resposta para esta pergunta.
Sem o sonho é impossível ter esperança. O evangelho é a boa nova de Deus para o ser humano, porque ele tem o poder de resgatar a sua capacidade de sonhar com uma vida melhor num mundo livre da injustiça e da opressão. Esta sagrada esperança não é um sonho impossível, baseado apenas em projetos políticos ou lideranças temporárias, mas ele se apóia no plano eterno da salvação, que nos foi dado a conhecer por Jesus Cristo, filho de Deus e sua palavra encarnada. “No começo a Palavra já existia: a Palavra estava voltada para Deus, e a Palavra era Deus”. João 1.1
Uma vida devocional que não produz incômodo com as injustiças sociais é infrutífera, e precisa de cuidados urgentes, para não murchar e acabar morrendo desligada que está da videira que lhe alimenta: "Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto".João 15.1-2
sábado, abril 18, 2009
sexta-feira, abril 17, 2009
quarta-feira, abril 15, 2009
ÔNIBUS 174
Willians de Moura, que na época era estudante de administração, foi o primeiro refém a ser liberado, ficando outras dez pessoas que eram todas do sexo feminino. Após a liberação de Willians, Sandro apontou a arma na cabeça de Janaína Neves e a fez escrever nas janelas, com batom, frases como: "Ele vai matar geral às seis horas" e "ele tem pacto com o diabo"."Ele vai matar geral às seis horas"-Frase escrita pela refém Janaína Neves
Após um tempo, Sandro libera também uma mulher chamada Damiana Nascimento Souza. Damiana já tinha sofrido dois AVCs e, naquele momento, passou mal novamente tendo um terceiro derrame. Segundo uma reportagem da Revista Época, o derrame "deixou-a sem a fala e sem os movimentos do lado esquerdo do corpo. (...) Desde então, caminha com dificuldade, comunica-se por escrito e apenas dois motivos a fazem deixar a casa humilde, no topo do Morro da Rocinha: ir ao médico e depositar flores no cenário da tragédia".
Um dos momentos de maior tensão foi quando o assaltante andou de um lado para o outro com um lençol na cabeça de Janaína. Segundo ela, Sandro afirmou que iria contar de um até cem, e quando chegasse no fim da contagem, ele a mataria. Sandro contava pulando os números e, ao chegar no número cem, fez a refém se abaixar e fingiu dar-lhe um tiro na cabeça. Após isso, fez ameaças: "delegado, já morreu uma, vai morrer outra".
Momentos de tensão e diálogo fizeram cenário entre as reféns e Sandro por muito tempo. Às dezoito horas e cinqüenta minutos no horário de Brasília, Sandro decidiu sair do ônibus, usando a professora Geísa Firmo Gonçalves como escudo. Ao descer, Sandro foi abordado por um policial do BOPE que acabou errando o tiro, acertando a refém. Geísa acabou também levando outros três tiros nas costas, disparados por Sandro.
Com sua refém morta, Sandro foi logo imobilizado enquanto uma multidão correu para tentar linchá-lo. Ele foi colocado na viatura com outros policias segurando-o. Sandro foi morto por asfixia ali dentro. Segundo sua tia Julieta Rosa do Nascimento, a assistente social Yvone Bezerra e a mãe adotiva Dona Elza da Silva (a única pessoa que participou de seu enterro), Sandro não era capaz de matar ninguém, mas de acordo com a polícia do Rio, Sandro tinha um comportamento nervoso e agressivo e chegou a quebrar o braço de um policial e morder outros ao tentar, supostamente, tirar uma arma deles. Após alegações de que a morte de Sandro foi ocasional, os policiais responsáveis pela morte de Sandro foram levados a julgamento por assassinato e foram declarados inocentes. Em novembro de 2001, a linha 174 mudou de número para 158.
Geísa Firmo Gonçalves foi enterrada em Fortaleza - CE, no cemitério do Bom Jardim. Seu enterro foi acompanhado por mais de 3.000 pessoas.
terça-feira, abril 14, 2009
segunda-feira, abril 13, 2009
domingo, abril 12, 2009
BONDADE E MISERICÓRDIA
“Sim, felicidade e amor me acompanham todos os dias da minha vida. Minha morada é a casa do Senhor, por dias sem fim”. Salmo 23.6
Depois de um período de grande tribulação, o salmista encontrou a paz de que tanto necessitava, ao ser acolhido na casa do Senhor. Saber que poderia habitar ali eternamente lhe trazia agradável sensação de que ele não estava à deriva no mundo, mas pertencia a algum lugar e era importante para alguém.
Conforme diz a letra da banda Paralamas do Sucesso: “Levante as mãos para o céu, se um dia encontrar, um amor, um lugar pra sonhar, pra que a dor possa sempre mostrar algo de bom” (1). Estes elementos são essenciais para restaurar as forças para enfrentar as lutas desta vida. O ombro amigo e o colo da pessoa amada trazem cores ao cenário cinzento das crises.
A paz produzida pelo relacionamento com Deus não é um sentimento que funciona apenas quando tudo vai bem. Os tempos de dificuldade são o seu grande teste de intimidade. A alegria daquele que tem fé não depende das circunstâncias, que podem ser boas ou más. Ela é um estado de tranquilidade na alma, que permite o equilíbrio mesmo durante as maiores tempestades.
Felicidade e amor caminham juntos. Não existe amor solitário, ele precisa ser dirigido a alguém, senão vira narcisismo. O amor é uma experiência humana, pois permite aquele que ama enxergar o mundo a partir do olhar da pessoa amada. É, também, uma experiência divina, pois a sua origem está em Deus, que sempre ampara os seus filhos nos momentos de angústia, transforma o seu pranto em dança e promete nunca abandoná-los.
sábado, abril 11, 2009
CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO - Um documentário sobre publicidade, consumo e infância.
Um documentário sobre publicidade, consumo e infância.
Produtora: Maria Farinha Produções
Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti
Sinopse: "Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?" Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.