terça-feira, outubro 14, 2008

ENCONTRO ESTADUAL DA REDE FALE


terça-feira, outubro 07, 2008

ENQUANTO ISSO - MARISA MONTE

GENTILEZA - MARISA MONTE

domingo, setembro 28, 2008

UM SALMO

UM SALMO

Nos últimos tempos tenho andado bastante ocupado. Gostaria de escrever com mais freqüência, mas o trabalho e as outras tarefas, me consomem as energias produzindo o que eu chamo de seca literária. As idéias não deixam de aparecer, mas colocá-las no papel fica difícil nestes períodos. Recentemente eu aprendi como postar vídeos e isto será um auxílio e tanto na tarefa das atualizações.
Hoje à tarde eu fui à Igreja Presbiteriana de Vila Isabel. Durante o culto foi lido um salmo que para mim representou uma oração. Eu gosto de exercitar a oração utilizando os salmos, pois eles exprimem sentimentos e estados de espírito que, em alguns casos, minhas palavras não são suficientes para definir.
Graças a Deus, não estou passando por nenhum drama ou batalha específica, mas este texto me falou ao coração, por isso decidi compartilhá-lo.
Salmo 27

Salmo de Davi.

1. O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?
2. Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, se chegaram contra mim, para me destruir, tropeçaram e caíram.
3. Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria.
4. Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e aprender no seu templo.
5. Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-ás sobre uma rocha.
6. Também agora a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão em redor de mim; por isso oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao Senhor.
7. Ouve, Senhor, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me.
8. Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei.
9. Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação.
10. Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá.
11. Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos meus inimigos.
12. Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade.
13. Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes.
14. Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR.

Martin Luther King, Jr.: I Have a Dream

Discurso de Martin Luther King, Jr. em Washington, D.C, a capital dos Estados Unidos da América, em 28 de Agosto de 1963, após a Marcha para Washington por Emprego e Liberdade. (Versão Original)

QUE A LIBERDADE RESSOE

Há cem anos, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos enfrentar a realidade trágica de que o Negro ainda não é livre.

Cem anos mais tarde, a vida do Negro é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o Negro continua a viver numa ilha isolada de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha nas margens da sociedade americana, estando exilado na sua própria terra.

Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramaticamente mostrarmos esta extraordinária condição. Num certo sentido, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitetos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de independência, estavam a assinar uma promissória de que cada cidadão americano se tornaria herdeiro.

Este documento era uma promessa de que todos os homens veriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à procura da felicidade. É óbvio que a América ainda hoje não pagou tal promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar este compromisso sagrado, a América deu ao Negro um cheque sem cobertura; um cheque que foi devolvido com a seguinte inscrição: "saldo insuficiente". Porém nós recusamo-nos a aceitar a idéia de que o banco da justiça esteja falido. Recusamo-nos a acreditar que não exista dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidades deste país.

Por isso viemos aqui cobrar este cheque - um cheque que nos dará quando o recebermos as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é o momento de se dedicar à luxuria do adiamento, nem para se tomar a pílula tranqüilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia. Agora é o tempo de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é tempo de abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus. Agora é tempo para retirar o nosso país das areias movediças da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade.

Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e subestimar a determinação do Negro. Este sufocante verão do legítimo descontentamento do Negro não passará até que chegue o revigorante Outono da liberdade e igualdade. 1963 não é um fim, mas um começo. Aqueles que crêem que o Negro precisava só de desabafar, e que a partir de agora ficará sossegado, irão acordar sobressaltados se o País regressar à sua vida de sempre. Não haverá tranqüilidade nem descanso na América até que o Negro tenha garantido todos os seus direitos de cidadania.

Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir as fundações do nosso País até que desponte o luminoso dia da justiça. Existe algo, porém, que devo dizer ao meu povo que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça. No percurso de ganharmos o nosso legítimo lugar não devemos ser culpados de atos errados. Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio.

Temos de conduzir a nossa luta sempre no nível elevado da dignidade e disciplina. Não devemos deixar que o nosso protesto realizado de uma forma criativa degenere na violência física. Teremos de nos erguer uma e outra vez às alturas majestosas para enfrentar a força física com a força da consciência.

Esta maravilhosa nova militância que engolfou a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos nossos irmãos brancos, como é claro pela sua presença aqui, hoje, estão conscientes de que os seus destinos estão ligados ao nosso destino, e que sua liberdade está intrinsecamente ligada à nossa liberdade.

Não podemos caminhar sozinhos. À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos em frente. Não podemos retroceder. Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: "Quando é que ficarão satisfeitos?" Não estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos incontáveis horrores da brutalidade policial. Não poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados das fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso a um lugar de descanso nos motéis das estradas e nos hotéis das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade fundamental do Negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Nunca poderemos estar satisfeitos enquanto um Negro no Mississipi não pode votar e um Negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos, e só ficaremos satisfeitos quando a justiça correr como a água e a retidão como uma poderosa corrente.

Sei muito bem que alguns de vocês chegaram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês saíram recentemente de pequenas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde a vossa procura da liberdade vos deixou marcas provocadas pelas tempestades da perseguição e sofrimentos provocados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor.

Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para a Luisiana, voltem para os bairros de lata e para os guetos das nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e será alterada. Não nos embrenhemos no vale do desespero.

Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: "Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais".

Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.

Tenho um sonho que um dia o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caráter.

Tenho um sonho, hoje.

Tenho um sonho que um dia o estado de Alabama, cujos lábios do governador atualmente pronunciam palavras de (...) recusa, seja transformado num local onde pequenos rapazes negros, e moças negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos rapazes brancos, e moças brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.

Tenho um sonho, hoje.

Tenho um sonho que um dia todo os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares ásperos serão polidos, e os lugares tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão, conjuntamente.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres.

Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: "O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade".

E se a América quiser ser uma grande nação isto tem que se tornar realidade. Que a liberdade ressoe então dos prodigiosos montes do New Hampshire. Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque. Que a liberdade ressoe dos elevados Alleghenies da Pensilvânia!

Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve das montanhas Rochosas do Colorado!

Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia!

Mas não só isso; que a liberdade ressoe da Montanha de Pedra da Geórgia!

Que a liberdade ressoe da Montanha Lookout do Tennessee!

Que a liberdade ressoe de cada Montanha e de cada pequena elevação do Mississipi.

Que de cada localidade, a liberdade ressoe.

Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra: "Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente!".

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O discurso de Martin Luther King, pronunciado na escadaria do Monumento a Lincoln, em Washington, foi ouvido por mais de 250.000 pessoas de todas as etnias, reunidas na capital dos Estados Unidos da América, após a «Marcha para Washington por Emprego e Liberdade». A manifestação foi pensada como uma maneira de divulgar de uma forma dramática as condições de vida desesperadoras dos negros no Sul dos Estados Unidos, e exigir ao poder federal um maior comprometimento na segurança física dos negros e dos defensores dos direitos civis, sobretudo no Sul.

Devido a pressões políticas exercidas pela Presidência dos Estados Unidos - ocupada por John Kennedy - as exigências a apresentar no comício tornaram-se mais moderadas, mas mesmo assim foram feitos pedidos claros: o fim da segregação no ensino público, passagem de legislação clara no que respeita aos direitos civis, assim como de legislação proibindo a discriminação racial no emprego; para além do fim da brutalidade policial contra militantes dos direitos civis e a criação de um salário mínimo para todos os trabalhadores, que beneficiaria, principalmente, os negros.

Realizado num clima muito tenso, a manifestação foi um estrondoso sucesso, e o discurso conhecido pela frase permanentemente repetida no meio do discurso «I have a Dream» (Eu tenho um sonho), mas também pela frase que é repetida no fim - «That Liberty Ring» (Que a Liberdade ressoe), que retoma o poema patriótico «América», tornou-se, com o discurso de Lincoln em Gettysburg, um dos mais importantes da oratória americana.

Em 1964 a Lei dos Direitos Civis foi votada e promulgada por Lyndon B. Johnson e em 1965 a Lei sobre o Direito de Votar foi aprovada.

Martin Luther King, Jr. Ganhou o Prêmio Nobel da Paz no ano seguinte, em 1964. Ele foi assassinado em 4 de abril de 1968.

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ENGLISH VERSION

I am happy to join with you today in what will go down in history as the greatest demonstration for freedom in the history of our nation.

Five score years ago, a great American, in whose symbolic shadow we stand today, signed the Emancipation Proclamation. This momentous decree came as a great beacon light of hope to millions of Negro slaves who had been seared in the flames of withering injustice. It came as a joyous daybreak to end the long night of their captivity.

But one hundred years later, the Negro still is not free. One hundred years later, the life of the Negro is still sadly crippled by the manacles of segregation and the chains of discrimination. One hundred years later, the Negro lives on a lonely island of poverty in the midst of a vast ocean of material prosperity. One hundred years later, the Negro is still languishing in the corners of American society and finds himself an exile in his own land. So we have come here today to dramatize a shameful condition.

In a sense we have come to our nation's capital to cash a check. When the architects of our republic wrote the magnificent words of the Constitution and the Declaration of Independence, they were signing a promissory note to which every American was to fall heir. This note was a promise that all men, yes, black men as well as white men, would be guaranteed the unalienable rights of life, liberty, and the pursuit of happiness.

It is obvious today that America has defaulted on this promissory note insofar as her citizens of color are concerned. Instead of honoring this sacred obligation, America has given the Negro people a bad check, a check which has come back marked "insufficient funds." But we refuse to believe that the bank of justice is bankrupt. We refuse to believe that there are insufficient funds in the great vaults of opportunity of this nation. So we have come to cash this check — a check that will give us upon demand the riches of freedom and the security of justice. We have also come to this hallowed spot to remind America of the fierce urgency of now. This is no time to engage in the luxury of cooling off or to take the tranquilizing drug of gradualism. Now is the time to make real the promises of democracy. Now is the time to rise from the dark and desolate valley of segregation to the sunlit path of racial justice. Now is the time to lift our nation from the quick sands of racial injustice to the solid rock of brotherhood. Now is the time to make justice a reality for all of God's children.

It would be fatal for the nation to overlook the urgency of the moment. This sweltering summer of the Negro's legitimate discontent will not pass until there is an invigorating autumn of freedom and equality. Nineteen sixty-three is not an end, but a beginning. Those who hope that the Negro needed to blow off steam and will now be content will have a rude awakening if the nation returns to business as usual. There will be neither rest nor tranquility in America until the Negro is granted his citizenship rights. The whirlwinds of revolt will continue to shake the foundations of our nation until the bright day of justice emerges.

But there is something that I must say to my people who stand on the warm threshold which leads into the palace of justice. In the process of gaining our rightful place we must not be guilty of wrongful deeds. Let us not seek to satisfy our thirst for freedom by drinking from the cup of bitterness and hatred.

We must forever conduct our struggle on the high plane of dignity and discipline. We must not allow our creative protest to degenerate into physical violence. Again and again we must rise to the majestic heights of meeting physical force with soul force. The marvelous new militancy which has engulfed the Negro community must not lead us to a distrust of all white people, for many of our white brothers, as evidenced by their presence here today, have come to realize that their destiny is tied up with our destiny. They have come to realize that their freedom is inextricably bound to our freedom. We cannot walk alone.

As we walk, we must make the pledge that we shall always march ahead. We cannot turn back. There are those who are asking the devotees of civil rights, "When will you be satisfied?" We can never be satisfied as long as the Negro is the victim of the unspeakable horrors of police brutality. We can never be satisfied, as long as our bodies, heavy with the fatigue of travel, cannot gain lodging in the motels of the highways and the hotels of the cities. We cannot be satisfied as long as the Negro's basic mobility is from a smaller ghetto to a larger one. We can never be satisfied as long as our children are stripped of their selfhood and robbed of their dignity by signs stating "For Whites Only". We cannot be satisfied as long as a Negro in Mississippi cannot vote and a Negro in New York believes he has nothing for which to vote. No, no, we are not satisfied, and we will not be satisfied until justice rolls down like waters and righteousness like a mighty stream.

I am not unmindful that some of you have come here out of great trials and tribulations. Some of you have come fresh from narrow jail cells. Some of you have come from areas where your quest for freedom left you battered by the storms of persecution and staggered by the winds of police brutality. You have been the veterans of creative suffering. Continue to work with the faith that unearned suffering is redemptive.

Go back to Mississippi, go back to Alabama, go back to South Carolina, go back to Georgia, go back to Louisiana, go back to the slums and ghettos of our northern cities, knowing that somehow this situation can and will be changed. Let us not wallow in the valley of despair.

I say to you today, my friends, so even though we face the difficulties of today and tomorrow, I still have a dream. It is a dream deeply rooted in the American dream.

I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident: that all men are created equal."

I have a dream that one day on the red hills of Georgia the sons of former slaves and the sons of former slave owners will be able to sit down together at the table of brotherhood.

I have a dream that one day even the state of Mississippi, a state sweltering with the heat of injustice, sweltering with the heat of oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice.

I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.

I have a dream today.

I have a dream that one day, down in Alabama, with its vicious racists, with its governor having his lips dripping with the words of interposition and nullification; one day right there in Alabama, little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls as sisters and brothers.

I have a dream today.

I have a dream that one day every valley shall be exalted, every hill and mountain shall be made low, the rough places will be made plain, and the crooked places will be made straight, and the glory of the Lord shall be revealed, and all flesh shall see it together.

This is our hope. This is the faith that I go back to the South with. With this faith we will be able to hew out of the mountain of despair a stone of hope. With this faith we will be able to transform the jangling discords of our nation into a beautiful symphony of brotherhood. With this faith we will be able to work together, to pray together, to struggle together, to go to jail together, to stand up for freedom together, knowing that we will be free one day.

This will be the day when all of God's children will be able to sing with a new meaning, "My country, 'tis of thee, sweet land of liberty, of thee I sing. Land where my fathers died, land of the pilgrim's pride, from every mountainside, let freedom ring."

And if America is to be a great nation this must become true. So let freedom ring from the prodigious hilltops of New Hampshire. Let freedom ring from the mighty mountains of New York. Let freedom ring from the heightening Alleghenies of Pennsylvania!

Let freedom ring from the snowcapped Rockies of Colorado!

Let freedom ring from the curvaceous slopes of California!

But not only that; let freedom ring from Stone Mountain of Georgia!

Let freedom ring from Lookout Mountain of Tennessee!

Let freedom ring from every hill and molehill of Mississippi. From every mountainside, let freedom ring.

And when this happens, when we allow freedom to ring, when we let it ring from every village and every hamlet, from every state and every city, we will be able to speed up that day when all of God's children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual, "Free at last! free at last! thank God Almighty, we are free at last!"

Fontes:

OS VENTOS DO DESTINO

OS VENTOS DO DESTINO
Ella Wheeler Wilcocx

Um barco sai para o leste e outro para o oeste
Levados pelos mesmos ventos que sopram:
É a posição das velas,
E não os temporais,
Que lhes dita o curso a seguir.
Como os ventos do mar são os ventos do destino
Quando navegamos ao longo da vida:
É a posição da alma que determina a meta,
e não a calmaria ou a borrasca.
Tradução de Israel Belo de Azevedo

segunda-feira, setembro 22, 2008

CONFERÊNCIA MISSIONÁRIA - PIB S. GONÇALO


End. Rua Capitão Moreira Cesar, 175 -São Gonçalo - CEP.: 24440-400
Telefone: 21-2713-1350


É PROIBIDO PENSAR

domingo, setembro 21, 2008

CLASSE MÉDIA - Max Gonzaga e Banda Marginal

ILHA DAS FLORES - PARTE 1

ILHA DAS FLORES - PARTE 2

sexta-feira, setembro 05, 2008

AS MÚLTIPLAS FACES DO REINO


AS MÚLTIPLAS FACES DO REINO

Prof. Marcos Vichi


O que é o Reino de Deus? Quais são as suas fronteiras? Como ele pode ser relevante para a mim e para a comunidade onde eu vivo? Este curso deseja oferecer uma orientação bíblica e teológica para aqueles que crêem que o Reino de Deus vai além dos limites que as doutrinas eclesiásticas querem lhe impor.

Início da Viagem: 26 de Setembro

Término da Viagem: 31 de Outubro

Duração da Viagem: 40 hs (5 semanas)


Educador/Guia: Prof. Marcos Vichi


Destino final do Saber: O objetivo deste curso é pensar no Reino de Deus como lugar de redenção para a humanidade, que precisa manifestar-se hoje de forma prática, lutando contra a injustiça e ministrando às necessidades físicas e espirituais da pessoa.

Escalas do Saber: Como objetivos específicos o curso propõe: conceituar o Reino de Deus, na perspectiva da missão integral, como um projeto viável para a vida do cristão na comunidade onde a sua igreja local está inserida.

Paisagens/Horizontes do Saber:

1. A Boa Notícia Do Reino De Deus
2. Preparando O Caminho Do Reino
3. Um Reino Na Contra Mão Da História
4. Um Reino De Libertação

Rotas para o Saber: O curso se desenvolverá através das seguintes atividades semanais:

a. leituras recomendadas
b. participação no chat (sala de bate papo)
c. discussão de questões propostas no fórum
d. construção coletiva de um glossário acerca do tema "Reino de Deus"
e. outras atividades.

Investimento: R$ 60,00

CURSOS DE PRIMAVERA - UNICRISTÃ

CURSOS DE PRIMAVERA - UNICRISTÃ



A UniCristã é uma instituição cristã, trans-denominacional, com fundamentos Evangélicos enraizados na tradição Reformada. A UniCristã quer enfatizar e disseminar os valores do Reino de Deus, tais como: a soberania do Autor da Vida; a paz entre pessoas de boa vontade e o amor em Jesus.



Missão - A UniCristã tem como missão dar oportunidade de formação continuada e não formal para aquelas pessoas que buscam atualização e formação contínua nas diversas áreas de conhecimento, sobretudo na área de Teologia, auxiliando no preparo do povo de Deus para o cumprimento da Missão.



Visão - A UniCristã tem como desafio produzir Educação online e à distância, agregando alto valor tecnológico e pedagógico pela utilização da mais avançada Plataforma de EAD – Educação à Distância – no processo de ensino-aprendizagem.








Cursos - No mês de setembro se iniciará a nova temporada de cursos da Unicristã. Não perca tempo, clique na imagem ao lado para conhecer as matérias, os professores e descobrir como é bom aperfeiçoar-se no conhecimento da Bíblia.




CONGRESSO DA JUVENTUDE - IB. ITACURUÇÁ


quinta-feira, agosto 28, 2008

O CALIBRE




O CALIBRE (Herbert Vianna)
Eu vivo sem saber
até quando ainda estou vivo
sem saber o calibre do perigo
eu não sei da onde vem o tiro

por que caminhos você vai e volta
aonde você nunca vai
em que esquinas você nunca pára
a que horas você nunca sai
há quanto tempo você sente medo
quantos amigos você já perdeu
entrincheirado, vivendo em segredo
e ainda diz que não é problema seu

e a vida já não é mais vida
no caos ninguém é cidadão
as promessas foram esquecidas
não há Estado, não há mais nação
perdido em números de guerra
rezando por dias de paz
não vê que é sua a vida que se encerra
com uma nota curta nos jornais

quarta-feira, agosto 27, 2008

JUSTIÇA EM DEBATE


JUSTIÇA EM DEBATE com o PR. ISRAEL BELO DE AZEVEDO


Dia 6 de Setembro de 2008 às 18h tem...


A conversa será sobre o seu livro: "O que é Missão Integral?".


Venha! Participe!


LOCAL: Igreja Batista Itacuruçá, Salão Allen.


Endereço: Praça Barão de Corumbá, 49. Tijuca - Rio de Janeiro - RJ

sábado, julho 26, 2008

VOX POPULI, VOX DEI?

VOX POPULI, VOX DEI?
Faz algum tempo que, ao ouvir questionamentos sobre os procedimentos de alguns líderes evangélicos, eu aplicava o seguinte padrão de julgamento: Se a igreja está cheia, isto significa que a mensagem é boa, portanto quem sou eu para questionar estes pastores?
O estudo da teologia, a prática ministerial, e o contato com cristãos sérios me convenceram de que reunir uma multidão, nem sempre é resultado de uma pregação bíblica e teologicamente saudável.
A sociedade atual está perdendo o hábito de refletir, pois se habituou a receber conteúdos prontos e de fácil assimilação. Porque pensar, se alguém já fez isto por mim? Esta atitude aniquila o raciocínio crítico e abre caminho para líderes mal intencionados, que aliam o carisma a uma boa oratória e técnicas de interpretação, para se transformarem em “messias” de suas comunidades.
O mais admirável é perceber que a maioria das igrejas cujos pastores se preocupam com a formação espiritual e intelectual de seus membros, que pregam mensagens com um conteúdo que estimula o pensamento criativo, estão com os seus templos vazios.
Vale a pena o esforço de pregar uma mensagem que as pessoas não querem ouvir? Porque me incomodar com aqueles que estão sendo enganados, mas não se importam a mínima?
Pensar nisto me faz recordar a razão da minha vocação para o ministério. Um dia, sentado nos bancos da I.B Missionária do Maracanã, anunciar as Boas Novas do Reino de Deus tornou-se um ideal para mim e não uma fonte de renda. "Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles". Jeremias 1.17.
Explorar a religiosidade popular virou um bom negócio, "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências". II Timóteo 4:3.
Cabe aqueles que tiveram experiência libertadora de conhecer o Evangelho a tarefa de resistir, para cumprir o chamado que recebemos das escrituras: "Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas. Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão; E toda a carne verá a salvação de Deus". Lucas 3.4-7.
O que alimenta o nosso sonho é a esperança na Graça de Deus, que resgatará a humanidade decaída e nos fará refletir integralmente a imagem e a semelhança de Deus.

SOBRE LEVITAS, APÓSTOLOS E OUTROS MODISMOS

Foto de: Martha Christo
SOBRE LEVITAS, APÓSTOLOS E OUTROS MODISMOS

Rev. Carlos Eduardo Brandão Calvani

Queridos amigos e irmãos em Cristo

Ao ler este texto, não pude deixar de enviá-lo a vocês e, de alguma forma, deixar aqui também meu desabafo.
Naquela semana, eu participava da II Mostra de Práticas em Psicologia, promovida pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP), e das tantas coisas que foram ditas, me detive mais nos assuntos que diziam respeito à psicologia social. Lá estávamos eu e uma colega da “psi” e também membros de uma igreja batista, e questionávamos onde estavam nossos conhecidos psicólogos das igrejas.
Nesse contexto, dizia a ela sobre a minha insatisfação com alguns rumos que a teologia tem tomado em nossas igrejas. Sinto falta de pregações mais textuais, com exegese, com a "patrística", com o levar o povo a pensar e ter conhecimento, com congressos de teologia, com falas abertas e não veladas, sobre questões de ética que, têm se perdido no nosso dia-a-dia. Com reflexão e conhecimento da Palavra à luz do entendimento dado pelo Espírito Santo; com discussões sadias e respeitosas, com diálogo, com intelectualização, e não com a mesmice que temos vivido. Sei que isso não acontece em todas as igrejas. Não tenho aturado mais mensagens que ficam o tempo todo com várias historinhas e ilustrações, sem trazer mais do raciocínio do povo. Acredito num Evangelho que também torna o indivíduo mais culto e mais apto a discernir as falas que são apenas falácias, que incentivam a um crescimento, que não subsiste apenas nos momentos de catarse dirigidos pelas "equipes de louvor". Quem me conhece sabe que não sou, nem posso ser, contra a música, mas questiono até suas letras (como estão pobres!).
Onde está a nossa responsabilidade? O que temos feito?
Espero que a leitura do desabafo do rev. Carlos Eduardo nos incomode a ponto de provocar em nós, líderes na maioria, a uma mudança.
Deus nos capacite e tenha misericórdia de nós.
Bjk
Luiza Pinheiro
Domingo, 20 de Julho de 2008.
Artigo Sobre levitas, apóstolos e outros modismos: desabafo de um professor de teologia.
Sou um professor de Teologia em crise. Não com minha fé ou com minhas convicções, mas com a dificuldade que eu e outros colegas enfrentamos nos últimos anos diante dos novos seminaristas enviados para as faculdades de teologia evangélica. Tenho trabalhado como professor em seminário evangélicos presbiterianos, batistas, da Assembléia de Deus e interdenominacionais desde 1991 e, tristemente, observo que nunca houve safras tão fracas de vocacionados como nos últimos três anos.
No início de meu ministério docente, recordo-me que os alunos chegavam aos seminários bastante preparados biblicamente, com uma visão teológica razoavelmente ampla, com conhecimentos mínimos de história do cristianismo e com uma sede intelectual muito grande por penetrar no fascinante mundo da teologia cristã. Ultimamente, porém, aqueles que se matriculam em seminários refletem a pobreza e mediocridade teológica que tomaram conta de nossas igrejas evangélicas.
Sempre pergunto aos calouros a respeito de suas convicções em relação ao chamado e à vocação. Pois, outro dia, um calouro saiu-se com a brilhante resposta: "Não passei em nenhum vestibular e comecei a sentir que Deus impedira meu acesso à universidade a fim de que eu me dedicasse ao ministério". Trata-se do mais típico caso de "certeza da vocação" adquirida na ignorância.
E, invariavelmente, esses são os alunos que mais transpiram preguiça intelectual. A grande maioria dos novos vocacionados chega aos seminários, influenciada pelos modismos que grassam no mundo evangélico. Alguns se autodenominam "levitas". Outros dizem que estão ali porque são vocacionados a serem "apóstolos".
Ultimamente, qualquer pessoa que canta ou toca algum instrumento na igreja se autodenomina "levita". Tento fazê-los compreender que os levitas, na antiga aliança, não apenas cantavam e tocavam instrumentos no templo, como também cuidavam da higiene e limpeza do altar dos sacrifícios (afinal, muito sangue era derramado várias vezes por dia), além de constituírem até mesmo uma espécie de "força policial" para manter a ordem nas celebrações. Porém, hoje em dia, para os "novos levitas", basta saber tocar três acordes e fazer algumas coreografias aeróbicas durante o louvor para se sentirem com autoridade até mesmo para mudar a ordem dos cultos.
Outros há que se auto-intitulam "apóstolos". Dentro de alguns dias teremos também "anjos", "arcanjos", "querubins" e "serafins". No dia em que inventarem o ministério de "semi-deus", já não precisaremos mais sequer da Bíblia.
Nunca pensei que fosse escrever isso, pois as pessoas que me conhecem geralmente me chamam de "progressista". Entretanto, ultimamente, ando é muito conservador. Na verdade, "saudosista" ou "nostálgico" seriam expressões melhores.
Tenho saudades de um tempo em que havia um encadeamento lógico nos cultos evangélicos, em que os cânticos e hinos estavam distribuídos equilibradamente na ordem do culto. Atualmente, os chamados "momentos de louvor" mais se assemelham a shows ensurdecedores ou de um sentimentalismo meloso.
Pior: sobrepujam em tempo e importância a centralidade da Palavra e da Ceia nas igrejas protestantes. Muitas pessoas vão à igreja muito mais por causa do "louvor" do que para ouvir a Palavra, que regenera, orienta e exige de nós obediência. Dias atrás, na semana da Páscoa, comentei com um grupo de alunos a respeito da liturgia das "sete palavras da cruz" que seria celebrada em minha igreja na sexta-feira da Paixão. Alguns manifestaram desejo de participar. Eu os avisei, então, que se tratava de uma liturgia que dura, em média, uma hora e meia, durante a qual não é cantado nenhum hino (pelo menos na tradição de minha igreja - Anglicana), mas onde lemos as Escrituras, oramos e meditamos nas sete palavras pronunciadas por Cristo durante a crucificação. Ao saberem disso, um deles disse: "Se não houver música, não há culto".
Creio que, em parte, isso é reflexo da cultura pop, da influência da "Geração MTV", incapaz de perceber que Deus pode ser encontrado também na contemplação, meditação e no silêncio. Percebo também que alguns colegas pastores de outras igrejas freqüentemente manifestam a sensação de sentirem-se tolhidos e pressionados pelos diversos grupos de louvor. O mercado gospel cresceu muito em nosso país e, além de enriquecer os> "artistas" e insuflar seus egos, passou a determinar até mesmo a "identidade" das igrejas evangélicas. Houve tempo em que um presbiteriano ou um batista sabiam dar razão de suas crenças.
Atualmente, tudo parece estar se diluindo numa massa disforme. Trata-se da "xuxização" ("todo mundo batendo palma agora... todo mundo tá feliz? Tá feliz!") do mundo evangélico, liderada pelos "levitas" que aprisionam ideologicamente os ministros da Palavra. O apóstolo Paulo dizia que a Palavra não está aprisionada. Mas, em nossos dias, os ministros da Palavra estão cativos da cultura gospel.
Tenho a impressão de que isso tudo é, em parte, reflexo de um antigo problema: o relacionamento do mundo evangélico com a cultura chamada "secular". Amedrontados com as muitas opções que o "mundo" oferece, os pais preferem ter os filhos constantemente sob a mira dos olhos aos domingos, ainda que isso implique em modificar a identidade das igrejas. E os pastores, reféns que são dos dízimos de onde retiram seus salários, rendem-se às conveniências, no estilo dos sacerdotes do Antigo Testamento.
Na maioria dos Seminários hoje, os alunos sabem o nome de todas as bandas gospel, mas não sabem quem foi Wesley, Lutero ou Calvino. Talvez até já tenham ouvido falar desses nomes, mas são para eles como que personagens de um passado sem-importância e sobre o qual não vale a pena ler ou estudar.
Talvez por isso eu e outros colegas professores nos sintamos hoje em dia como que "falando para as paredes". Nem dá gosto mais preparar uma aula decente, pois na maioria das vezes temos sempre de "voltar aos rudimentos da fé" e dar aos vocacionados o leite que não recebem nas igrejas. Várias vezes me vi tendo que mudar o rumo das aulas preparadas para falar de assuntos que antes discutíamos na escola dominical. Não sei se isso acontece em todos os seminários, mas em muitos lugares, o conteúdo e a profundidade dos temas discutidos pouco difere das aulas que ministrávamos na Escola Dominical para neófitos.
Sei que muitos que lerem esse desabafo, não concordarão em nada com o que eu disse. Mas não é a esses que me dirijo e, sim, aos saudosistas como eu, nostálgicos de um tempo em que o cristianismo evangélico no Brasil era realmente referencial de uma religiosidade saudável, equilibrada e madura e em que a Palavra lida e proclamada valia muito mais que o último CD da moda.

MESTRE JONAS

Foto de: Mariane Metz
MESTRE JONAS

Composição: Sá / Rodix / Guarabyra

Dentro da baleia mora mestre Jonas
Desde que completou a maioridade
a baleia é sua casa, sua cidade
dentro dela guarda suas gravatas, seus ternos de linho

e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometido
e ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida
até o fim da vida

dentro da baleia a vida é tão mais fácil
nada incomoda o silêncio e a paz de jonas
quando o tempo é mal, a tempestade fica de fora
a baleia é mais segura que um grande navio

e ele diz que se chama Jonas
e ele diz que é um santo homem
e ele diz que mora dentro da baleia por vontade própria
e ele diz que está comprometidoe ele diz que assinou papel
que vai mante-lo preso na baleia até o fim da vida
até o fim da vida
até subir pro céu

quarta-feira, julho 16, 2008

NOITE


NOITE
Cecília Meireles
Tão perto!
Tão longe!
Por onde
é o deserto?
Às vezes,
responde,
de perto,
de longe.
Mas depois
se esconde.
Somos um
ou dois?
Às vezes
nenhum.
E em seguida,
Tantos!
A vida
transbora
por todos
os cantos.
Acorda
com modos
de puro
esplendor.
Procuro
meu rumo:
horizonte
escuro:
um muro
em redor.
Em treva
me sumo.
Para onde
Me leva?
Pergunto a Deus se estou viva,
se estou sonhando ou acordada.
Lábio de Deus? - Sensitiva
Tocada