quinta-feira, agosto 12, 2010
O Desafio de ser Igreja - Pr Henrique Vieira
O Desafio de ser Igreja - Pr Henrique Vieira (Parte 2)
O Desafio de ser Igreja - Pr Henrique Vieira (Parte 3)
O Desafio de ser Igreja - Pr Henrique Vieira (Parte 4)
O Desafio de ser Igreja - Pr Henrique Vieira (Parte 5)
O Desafio de ser Igreja - Pr Henrique Vieira (Parte 6)
O Desafio de ser Igreja - Pr Henrique Vieira (Parte 7)
quarta-feira, agosto 11, 2010
RESGATANDO A RADICALIDADE CRISTÃ - Henrique Vieira
Por que Persiste a Igreja-Poder? Leonardo Boff
Vou abordar um tema incômodo mas incontornável: como pode a instituição-Igreja, como a descrevi num artigo anterior, com características autoritárias, absolutistas e excludentes se perpetuar na história? A ideologia dominante responde: “só porque é divina”. Na verdade, este exercício de poder não tem nada de divino. Era o que Jesus exatamente não queria. Ele queria a hierodulia (sagrado serviço) e não a hierarquia (sagrado poder). Mas esta se impôs através dos tempos.
Instituições autoritárias possuem uma mesma lógica de autorreprodução. Não é diferente com a Igreja-instituição. Em primeiro lugar, ela se julga a única verdadeira e tira o título de “igreja” a todas as demais. Em seguida cria-se um rigoroso enquadramento: um pensamento único, uma única dogmática, um único catecismo, um único direito canônico, uma única forma de liturgia. Não se tolera a crítica nem a criatividade, vistas como negação ou denunciadas como criadoras de uma Igreja paralela ou de um outro magistério.
Em segundo lugar, se usa a violência simbólica do controle, da repressão e da punição, não raro à custa dos direitos humanos. Facilmente o questionador é marginalizado, nega-se-lhe o direito de pregar, de escrever e de atuar na comunidade. O então cardeal Joseph Ratzinger, presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, em seu mandato, puniu mais de cem teólogos. Nesta mesma lógica, pecados e crimes dos sacerdotes pedófilos ou outros delitos, como os financeiros, são mantidos ocultos para não prejudicar o bom nome da Igreja, sem o menor sentido de justiça para com as vítimas inocentes.
Em terceiro lugar, mitificam-se e quase idolatram-se as autoridades eclesiásticas principalmente o Papa que é o “doce Cristo na Terra”. Penso eu lá com meus botões: que doce Cristo representava o Papa Sérgio (904), assassino de seus dois predecessores ou o Papa João XII (955), eleito com a idade de 20 anos, adúltero e morto pelo marido traido ou, pior, o Papa Bento IX (1033), eleito com 15 anos de idade, um dos mais criminosos e indignos da história do papado, chegando a vender a dignidade papal por 1000 liras de prata?
Em quarto lugar, canonizam-se figuras cujas virtudes se enquadram no sistema, como a obediência cega, a contínua exaltação das autoridades e o “sentir com a Igreja (hierarquia)”, bem no estilo fascista segundo o qual “o chefe (o ducce, o Führer) sempre tem razão”.
Em quinto lugar, há pessoas e cristãos com natureza autoritária, que acima de tudo apreciam a ordem, a lei e o princípio de autoridade em detrimento da lógica complexa da vida que tem surpresas e exige tolerância e adaptações. Estes secundam esse tipo de Igreja bem como regimes políticos autoritários e ditatoriais. Aliás, há uma estreita afinidade entre os regimes ditatoriais e a Igreja-poder como se viu com os ditadores Franco, Salazar, Mussolini, Pinochet e outros. Padres conservadores são facilmente feitos bispos e bispos fidelissimos a Roma são promovidos, fomentando a subserviência. Esse bloco histórico-social-religioso se cristalizou e garantiu a continuidade a este tipo de Igreja.
Em sexto lugar, a Igreja-poder sabe do valor dos ritos e símbolos pois reforçam identidades conservadoras, pouco zelando por seus conteúdos, contanto que sejam mantidos inalteráveis e estritamente observados.
Em razão desta rigidez dogmática e canônica, a Igreja-instituição não é vivida como lar espiritual. Muitos emigram. Dizem sim ao cristianismo e não à Igreja-poder com a qual não se identificam. Dão-se conta das distorções feitas à herança de Jesus que pregou a liberdade e exaltou o amor incondicional.
Não obstante estas patologias, possuimos figuras como o Papa João XXIII, Dom Helder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Luiz Flávio Cappio e outros que não reproduzem o estilo autoritário, nem apresentam-se como autoridades eclesiásticas mas como pastores no meio do Povo de Deus. Apesar destas contradições, há um mérito que importa reconhecer: esse tipo autoritário de Igreja nunca deixou de nos legar os evangelhos, mesmo negando-os na prática, e assim permitindo-nos o acesso à mensagem revolucionária do Nazareno. Ela prega a libertação mas geralmente são outros que libertam.
Leonardo Boff é teólogo e escritor
terça-feira, agosto 10, 2010
COMENTÁRIOS SOBRE A REPORTAGEM DA REVISTA ÉPOCA
Foi com alegria e surpresa que li a matéria "A Nova Reforma Protestante" publicada na "Revista Época" desta semana (09/08/2010) expondo o pensamento dos evangélicos que discordam das práticas neo pentecostais e da teologia da prosperidade.
É importante que um veículo secular ecoe, para a sociedade, o som das vozes que vêm gritando há muito tempo entre as quatro paredes dos templos afirmando que o evangelho não é esta busca desenfreada por dinheiro e poder que os teleevangelistas exibem em seus programas. Creio que isto é o início de uma resposta às nossas orações.
O Repórter Ricardo Alexandre fez uma pesquisa cuidadosa do universo protestante e soube expor de forma isenta os pontos principais de nossos questionamentos ao cenário atual da igreja evangélica brasileira. Obviamente que muito ainda precisa ser dito, mas já é o início de um bom debate.
Precisamos aproveitar este momento para nos posicionarmos diante da sociedade, do bairro onde vivemos e lhes mostrar que o evangelho é uma mensagem de amor, de conscientização e de libertação, e não este instrumento alienante que tem sido apresentado ao longo das últimas duas décadas em nosso país.
Os neopentecostais sentiram o golpe, tanto que os representantes da Universal preferiram se calar e a Renascer apelou para o jargão de que "O que não é de Deus vai desaparecer". Quem tiver paciência para assistir os programas destas igrejas deve ouvir alguns discursos inflamados em defesa da teologia da prosperidade.
O Sociólogo Ricardo Mariano analisou com ceticismo este movimento, considerando-o como mais uma divisão, entre tantas outras, que acometem os evangélicos de tempos em tempos. A verdade é que não podemos deixar que esta luta se transforme numa simples moda passageira, que logo será esquecida.
Quando eu comecei a estudar teologia, na década de 90, tive esta percepção, citada pelo Ricardo Agreste, de que a igreja pensava que ainda vivia no ambiente rural, onde ela havia sido fundada, e não apresentava respostas convincentes ás perguntas feitas pela sociedade urbana e vibrante, na qual ela estava inserida.
Vamos usar o princípio do sal da terra, pregado por Jesus, e nos misturar com a nossa comunidade, conhecer as suas dores e alegrias, descobrir quais são os seus questionamentos e construir junto com eles cada resposta, baseada na bíblia e em nossa experiência cristã.
O lado positivo deste cenário adverso pelo qual a igreja está passando é que ele estimula a maturidade dos fiéis, que se expressa na capacidade de se auto criticar e buscar novos caminhos para se reaproximar do evangelho. Que Deus nos abençoe e nos ajude a tornar este momento significativo e abençoador para a nossa fé e para a igreja de Cristo no Brasil e no mundo.
segunda-feira, agosto 09, 2010
sábado, julho 24, 2010
A Hora e a Vez de José
O povo o transformou em “Padre Zé” porque, junto aos pobres, assumiu a sua agenda de libertação e optou por caminhar distante das estradas autorizadas oficiais. Um belga que conseguiu ser expulso do Brasil e do Chile porque as ditaduras o consideravam “demasiadamente inteligente”, como teria comentado Pinochet; e hoje, com mais de oitenta anos de vida, continua a usar a sua sabedoria acumulada criticando as estruturas e a facilidade das instituições, incluindo as eclesiásticas, de caminhar lado a lado com o poder.
Vive o evangelho da simplicidade, um “Padre Zé”, convivendo lado a lado com os josés e marias das periferias, urbanas ou rurais. Ele mesmo um teólogo de periferia, na contramão institucional, optando sempre por formações alternativas, acompanhando leigos engajados na vida e nas lutas sociais, ajudando-os a construir instrumentos sociológicos e teológicos de análise, animando-os em suas opções por mais justiça e liberdade.
O Nordeste do Brasil pode mostrar as marcas da peregrinação de Padre Zé por cidades pequenas, mosteiros e movimentos diferentes, através de construções concretas e de árvores plantadas por ele mesmo. Mas a sua maior contribuição tem sido e continua sendo a marca que consegue imprimir na vida e nas escolhas de pessoas. São muitas as pessoas simples que conheço que fizeram opções e assumiram compromissos sérios, sob a influência de sua palavra e de seu exemplo. A Teologia da Enxada e vários movimentos missionários de leigos são resultados de suas iniciativas.
Depois de muitos anos morando na Paraíba, resolveu morar na Barra, no estado da Bahia, junto a Dom Luiz de Cappio, o bispo que luta pelo Rio São Francisco e seu povo. É uma nova hora e uma nova vez para José Comblin, e uma nova esperança para todos os josés. Sendo belga, é verdadeiramente o mais brasileiro dos brasileiros e é teólogo do povo, orgulho de toda Maria e de todo Zé.
Fonte: http://www.novosdialogos.com/artigo.asp?id=192
INSTANTÂNEOS DE DEUS
A fé é um modo de possuir aquilo que se espera, é um meio de conhecer realidades que não se vêem. Hebreus 11.1
Fotografar é um dos meus hobbies preferidos. Para cada lugar que eu vou carrego a minha câmera e registro muitas imagens. A fotografia congela um momento e, de certa forma, eterniza situações agradáveis que vivemos, permitindo-nos reviver as emoções cada vez que contemplamos os álbuns que colecionam imagens importantes da vida.
Quero tomar a liberdade de fazer uma analogia entre a fé citada no texto de Hebreus 11 e a arte de fotografar. Esta fé que transforma vidas e fica marcada na história não se constrói da noite para o dia, ela é o resultado do acúmulo das nossas experiências com Deus, que forjam o caráter e tranquilizam a alma pela certeza de que veremos a atuação de Deus, mesmo quando ela parece improvável.
Cada experiência que fortalece a fé pode ser considerada como uma foto, um instantâneo da atuação de Deus em nossa vida. Quando aparece uma necessidade, abrimos o álbum de nossa fé e recordamos os momentos em que Deus fez algo que nos marcou e fortalecemos a esperança de que o Deus que nos livrou no passado, continuará tomando conta da nossa vida dali para frente. O grande problema acontece quando o álbum de nossa vida com Deus tem poucas fotos e as que estão ali são tão antigas que já não causam nenhum impacto.
Não podemos confundir o conceito dos instantâneos de Deus, que são fundamentais para a cnstrução de uma espiritualidade saudável, com a idéia nociva da espiritualidade instantânea.
Estes são tempos em que ninguém gosta de esperar. Tudo tem que ser feito na hora. O leite em pó e o achocolatado instantâneos são os preferidos, porque não demoram a dissolver seja na água quente ou na fria. Se um computador leva mais de 30 segundos para carregar uma página, produz grande irritação. Se um aparelho quebra, comprar outro é a melhor opção para resolver o problema rapidamente.
A fé instantânea cobra respostas imediatas, estabelece um relacionamento comercial onde um paga e Deus entrega as soluções. Esta fé não produz intimidade ou acolhimento, ela se alimenta do sucesso e não abre espaço para o fracasso. Se você não alcançou o objetivo proposto, precisa ser escondido, para não desacreditar toda a pregação.
A fé bíblica fundamentada nas experiências com Deus não desanima diante do insucesso. Ela se torna um modo de possuir aquilo que se espera, porque é capaz de enxergar além daquilo que o olho pode ver. No meio do caos a fé cria a beleza e a ordem. No fracasso a fé constrói o trampolim para a vitória. Como anda o álbum de fotos de sua fé? Está repleto de imagens que recordam atos transformadores de Deus em sua vida, ou anda vazio com poucas e antigas fotos?
Precisamos aprender ou reaprender a colecionar experiências com Deus fundamentadas pela oração, pela leitura da bíblia e pelo exercício da contemplação dos atos de Deus que acontecem cotidianaente. Quantas alegrias perdemos simplesmente por não perceber as intervenções divinas no meio de um dia agitado?
Homens e mulheres fizeram a diferença na história porque superaram as limitações impostas pelos seus opressores e avançaram para conquistar o seu prêmio. Alguns morreram sem ver a sua esperança concretizada, mas nem por isso duvidaram de que Deus era poderoso para realizar os seus sonhos.
sábado, julho 17, 2010
CAMINHO - Daniel Cahon
Ficha técnica:
Produção Musical e Arranjos: Daniel Cahon
Mixagem e Masterização: Daniel Cahon
Bateria: Di Stéffano
Contrabaixo e Violão: Daniel Cahon
Flauta Transversa: Milher Moraes
Guitarras: Cilênio Peres
Percussão: Danilo Torres, Felipe Mercandelli e Julia Ramalho
Pianos: Hélio Júnior
Sax Tenor: AC
Trombone: Téo Marco
Trompete: Luther Garcia
Voz: Júlia Silveira
Voz e Violão - Daniel Cahon
Ficha técnica:
Produção Musical e Arranjos: Daniel Cahon
Mixagem e Masterização: Daniel Cahon
Bateria: Di Stéffano
Contrabaixo e Violão: Daniel Cahon
Flauta Transversa: Milher Moraes
Guitarras: Cilênio Peres
Percussão: Danilo Torres, Felipe Mercandelli e Julia Ramalho
Pianos: Hélio Júnior
Sax Tenor: AC
Trombone: Téo Marco
Trompete: Luther Garcia
Voz: Júlia Silveira
sexta-feira, junho 11, 2010
quarta-feira, junho 02, 2010
Uma Silva sucessora de um Silva? Leonardo Boff
terça-feira, maio 25, 2010
sexta-feira, maio 21, 2010
quinta-feira, maio 20, 2010
IV SIMPÓSIO DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS DA RELIGIÃO
IV SIMPÓSIO DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS DA RELIGIÃO
Outra descida do Espírito Santo?
Uma abordagem dos 100 anos do pentecostalismo no Brasil
Data e horários
Sexta-feira, 21 de maio de 2010 – 19 às 22 horas
Sábado, 22 de maio de 2010 – 9 às 17 horas
Conferencistas
Rev. Key Yuasa – Doutor em Teologia, Referência maior no estudo da igreja Congregação Cristã no Brasil. Pastor da Igreja Holiness, São Paulo.
Pr. Carlos César Novaes – Mestre em Teologia e professor de História do Cristianismo. Pastor da Igreja Batista Barão da Taquara, Rio de Janeiro
Local
FATERJ – Av. Meriti, 2460, Vila da Penha, Rio de Janeiro, RJ
Inscrições e informações: 3757-9906 - 2481-5811
ou através do site www.ibec-rio.com.br
Realização
Faculdade Teológica Evangélica do Rio de Janeiro
Instituto Brasileiro de Educação Superior Continuada
palestras●debates●comunicações●lançamentos bibliográficos●música●comunhão
quarta-feira, maio 19, 2010
EU VI A TORTURA

segunda-feira, abril 19, 2010
BOLETIM DE ORAÇÃO - FALE - Niterói - Abril 2010
sábado, abril 17, 2010
VAMOS TOCAR?

sábado, abril 10, 2010
RIO: UM ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA – Cora Rónai



