quinta-feira, maio 20, 2010

IV SIMPÓSIO DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS DA RELIGIÃO

IV SIMPÓSIO DE TEOLOGIA E CIÊNCIAS DA RELIGIÃO

Outra descida do Espírito Santo?

Uma abordagem dos 100 anos do pentecostalismo no Brasil

Data e horários

Sexta-feira, 21 de maio de 2010 – 19 às 22 horas

Sábado, 22 de maio de 2010 – 9 às 17 horas

Conferencistas

Rev. Key Yuasa – Doutor em Teologia, Referência maior no estudo da igreja Congregação Cristã no Brasil. Pastor da Igreja Holiness, São Paulo.

Pr. Carlos César Novaes – Mestre em Teologia e professor de História do Cristianismo. Pastor da Igreja Batista Barão da Taquara, Rio de Janeiro

Local

FATERJ – Av. Meriti, 2460, Vila da Penha, Rio de Janeiro, RJ

Inscrições e informações: 3757-9906 - 2481-5811

ou através do site www.ibec-rio.com.br

Realização

Faculdade Teológica Evangélica do Rio de Janeiro

Instituto Brasileiro de Educação Superior Continuada

palestras●debates●comunicações●lançamentos bibliográficos●música●comunhão

quarta-feira, maio 19, 2010

EU VI A TORTURA


EU VI A TORTURA

Entrevista: Élber de Melo Henriques - Veja: 3/11/1999

Coronel que salvou a vida de preso político admite ter assistido a ações de tortura durante o regime militar

Consuelo Dieguez

"Perguntei a um oficial quem eram aqueles rapazes: 'São americanos que estão nos ensinando a torturar'" Paulo Jares

Durante trinta anos o coronel do Exército Élber de Mello Henriques manteve segredo das cenas bárbaras que presenciou no quartel da Polícia do Exército, PE, no Rio de Janeiro. O quartel da Rua Barão de Mesquita, como era conhecido, ficou macabramente famoso por ter sido um local onde se torturavam e matavam presos políticos. Agora, Henriques, de 82 anos, resolveu falar. "Pedi para ver um preso que eu teria de interrogar. O homem estava pendurado no pau-de-arara, totalmente destruído", afirma. O "homem" era Roberto Cieto, do grupo esquerdista Armada Revolucionária, que, segundo a versão oficial, se teria suicidado. É a primeira vez que um militar vem a público confirmando ter presenciado atos de tortura nos porões da ditadura militar. Incumbido pelo então I Exército (atual Comando Militar do Leste) de fazer o inquérito policial-militar, IPM, de alguns dos presos da PE, o coronel revoltou-se contra as atrocidades ali cometidas e as levou ao conhecimento de seus superiores. Exigiu a punição dos torturadores. No mesmo dia em que fez as denúncias, foi afastado da tarefa. No tempo em que ficou no quartel, contudo, ele mandou que as torturas fossem suspensas e salvou a vida do preso político Flávio Tavares – que reconheceu o gesto do coronel num livro lançado em outubro.

Veja – O jornalista Flávio Tavares afirma que o senhor o salvou de morte por tortura quando ele estava preso no Rio de Janeiro, em 1969. Como foi seu encontro com ele?

Henriques – Fui designado pelo comando do então I Exército para fazer o IPM de alguns presos políticos que estavam no quartel da Polícia do Exército, no Rio de Janeiro. Assim que cheguei ao quartel pedi para ver o Flávio Tavares, que eu teria de interrogar. Levaram-me até a cela dele e o que vi me deixou chocado. Era um cubículo imundo, com um buraco no chão servindo de privada que exalava um cheiro horroroso. Flávio, de tão machucado pelas torturas, dormia profundamente num colchão de palha sem lençol colocado no chão da cela. Imaginei que aquele homem deveria estar muito debilitado para conseguir dormir naquela situação, com aquele forte cheiro de urina. Determinei, então, que no dia seguinte me levassem o preso limpo e apresentável para o interrogatório e que o colocassem numa cela limpa, que eu mesmo inspecionei.

Veja – E isso aconteceu?

Henriques – Sim. No dia seguinte levaram o Flávio à minha sala. Eu disse a ele que sabia de tudo o que lhe tinham feito, mas que, a partir daquele momento, só eu poderia interrogá-lo. E assim ocorreu. No livro que acaba de lançar ele lembra que eu chamei a sua atenção de pronto. O motivo é que eu usava um uniforme comum do Exército, calça militar e sapatos, mas não portava arma, ao contrário do major José Mayer Fontenelli (então chefe do setor de informações do DOI-Codi do Batalhão da Polícia do Exército no Rio), que, segundo os presos me contaram, comandava as sessões de tortura no quartel, e de outros militares que faziam os interrogatórios.

Veja – E por que o senhor não portava arma como os outros?

Henriques – Imagine eu ir interrogar um prisioneiro com uma pistola na cintura. Isso é até uma prova de covardia. É ameaçador. O indivíduo fica aterrorizado porque eu posso simplesmente matá-lo dependendo do que ele diga.

Veja – O senhor também ficou impressionado com a sujeira da cela e a falta de lençóis e travesseiros com fronha. Por que isso o incomodou tanto?

Henriques – Nunca na minha vida eu exerci, como oficial do Exército, nenhuma ação contra prisioneiros meus. Sempre exigi que fossem tratados com dignidade. Em 1968, eu ainda estava no comando do Segundo Grupo de Canhões Anti-Aéreos, em São Paulo, e me mandaram quinze estudantes presos. Coloquei-os num alojamento com roupas de cama limpas, travesseiros, água, banheiro para tomar banho e tudo aquilo que nós somos obrigados a dar ao prisioneiro. Porque eles merecem isso pela legislação e pela dignidade humana.

Veja – Quando o senhor viu que não havia nada daquilo no quartel da Rua Barão de Mesquita, não pediu providências?

Henriques – Logo no dia seguinte, após tomar o depoimento do Flávio e de ter conhecimento do que estava ocorrendo naquele quartel, fui falar com o comandante, o tenente-coronel José Nei Fernandes Antunes (já falecido). Eu disse a ele que exigia absoluto respeito à pessoa humana, ao prisioneiro.

Veja – E qual foi a reação dele?

Henriques – Ele me respondeu: "Olha, coronel, eu aceito a tortura até certo ponto. Mas a tortura brutal e grosseira, não". O fato é que encontrei no comando dele as mais violentas formas de tortura. Ele até podia não saber, como ele me deu a entender, mas o comandante é responsável pelo que acontece no seu comando. Quanto à falta de lençóis e de fronhas, ele me explicou que era para que os presos não se suicidassem. Mas que motivos eles teriam para se matar? Só se fosse pelo terror do dia seguinte. Pelo medo de sofrer novamente o que já tinham sofrido.

Veja – E o senhor achava aceitável a tortura "até certo ponto"?

Henriques – Não admito nenhuma forma de tortura. A tortura é um meio extremo de obter de determinada pessoa a informação que ela pode estar querendo ocultar, mas não necessariamente essa informação será a verdade. Um dia um parente meu disse que se o torturassem ele diria que matou até a mãe dele. Digo isso para mostrar o pavor que a tortura causa. Torcer o braço, apagar cigarro no peito, dar choques nos testículos e na vagina, dar batidas com a palma da mão aberta nos tímpanos. Tudo isso cria uma tal depressão e um terror no indivíduo que ele confessa até coisas que não sabe. Em termos de investigação, pode ser até contraproducente.

Veja – O senhor não imaginava que os presos estavam sendo submetidos a maus-tratos?

Henriques – Pensei que eu fosse encontrar no quartel uma situação de legalidade, de aplicação da lei. E era para isso que eu estava lá. Para agir com o rigor da lei. Isso significa respeitar a pessoa humana. Tratar o prisioneiro, não digo com bondade, mas com correção. Eu não previa as dificuldades que iria encontrar. Presos submetidos a torturas, celas imundas, uma indignidade.

Veja – O senhor assistiu a algum tipo de tortura no quartel da Barão de Mesquita?

Henriques – Presenciei muitas coisas que me desagradaram logo de início. Eu já havia tido aquela péssima impressão com o estado do Flávio. Em seguida, vi uns rapazes corpulentos que, pela cor da pele e pelo corte de cabelo, percebi serem estrangeiros. Eles estavam numa sala, cercados de militares brasileiros, mostrando instrumentos de tortura. Perguntei a um oficial o que era aquilo e ele me disse: "São os americanos que estão nos ensinando a torturar sem deixar vestígios". Foram eles que ensinaram as técnicas de choque elétrico nos testículos e na vagina. Era um aparelho que os presos políticos chamavam de "Dr. Volts". Esses americanos estavam aqui em missão oficial, não sei se chamados ou por oferecimento próprio. O interesse dos americanos era que nós déssemos informações a eles sobre as ligações dos comunistas brasileiros com os comunistas da União Soviética. Mas, para evitar denúncias de tortura, eles ensinavam técnicas que não deixassem cicatrizes, ossos quebrados, audição destruída.

Veja – Mas o senhor chegou a ver algum preso sendo torturado?

Henriques – Infelizmente, sim, mas não no início. O motivo é que eu chegava ao quartel por volta das 8 horas e saía às 17 horas. Mais tarde, soube que os presos eram torturados depois que eu deixava o quartel. Um dia pedi para ver um outro preso político que eu teria de interrogar. O nome dele era Roberto Cieto. O oficial do dia me levou até ele. Não esqueço até hoje o que vi. O homem estava pendurado num pau-de-arara, totalmente destruído. Era uma coisa de dar dó. Ele gemia, urinava, defecava. Não pude nem falar com ele porque estava fora de si. Isso foi numa sexta-feira de setembro de 1969. Pedi então que o tirassem dali, porque eu iria interrogá-lo na segunda-feira. Quando voltei ao quartel, na manhã de segunda-feira, mandei que trouxessem o preso. A resposta foi que ele havia se suicidado.

Veja – Qual foi a sua reação?

Henriques – Desconfiei da versão e pedi para ver o corpo. Então, me disseram que o preso já fora enterrado. Isso me revoltou. Saí do quartel e fui ao general Carlos Alberto Cabral Ribeiro (já falecido), que era chefe do Estado Maior do I Exército. Contei o que estava ocorrendo. Ele quis um documento escrito. Pedi um datilógrafo, sentei-me ao lado dele e ditei tudo o que tinha visto.

Veja – O que constava nesse documento?

Henriques – Contei o que vi e o que me falaram naqueles quase trinta dias em que fiquei lá. Dei o nome dos torturadores e exigi punição. Nenhum foi punido.

Veja – O senhor lembra quem eram os torturadores? Eram todos militares?

Henriques – Não lembro. Só me recordo do Fontenelli, que era um major pára-quedista. O Flávio até fala dele no livro. O resto está no relatório confidencial que entreguei ao general Carlos Alberto, do qual prefiro não falar exatamente por ser confidencial.

Veja – Mas o senhor citava quais presos políticos no relatório?

Henriques – Só o Flávio e o Cieto. Falava das torturas, do estado das celas, do tratamento para arrasar a personalidade dos presos. Deixavam os presos sem comer, sem beber água, sem tomar banho, em cubículos imundos.

Veja – E o que aconteceu depois que o senhor fez as denúncias?

Henriques – O general leu meu relatório e mandou que chamassem imediatamente o comandante da PE, o tenente-coronel Nei. Sentei-me numa poltrona ao lado do general e ele me perguntou: "Élber, o que você está fazendo aí?" Eu respondi: "Estou esperando o comandante da PE chegar para na frente dele confirmar as minhas denúncias". Ele disse: "Não, vá embora daqui porque eu não quero briga no meu gabinete". Nesse mesmo dia fui dispensado da função de interrogar os presos e não voltei mais ao quartel. Fiquei a vida inteira magoado com o general Carlos Alberto.

Veja – O senhor teve notícias do que aconteceu aos presos que ficaram lá?

Henriques – Não. Não pude mais voltar ao quartel. Não pude nem pedir para desenterrarem o corpo do Roberto Cieto para saber que tortura ele tinha recebido. Eu não posso garantir que ele morreu torturado, porque não vi o corpo. Mas, pelo estado em que ele estava quando o encontrei no pau-de-arara, desconfio que ele tenha sido assassinado.

Veja – Tinha algum médico assistindo às sessões de tortura?

Henriques – Toda unidade do Exército tinha um médico. Eles usavam o médico para evitar que o preso morresse. O médico pegava o estetoscópio, ouvia o coração do preso e dizia "pára, pára", caso houvesse risco de vida.

Veja – E quem era o médico que fazia isso no quartel da Polícia do Exército?

Henriques – Não sei quem era. O próprio Flávio contou que tinha um médico assistindo às sessões de tortura. Estou contando essas histórias com muita tristeza, porque acredito que 99% dos oficiais do Exército não aceitavam tortura. Mas em toda organização, ainda mais numa tão numerosa como é o Exército, existem sádicos. Esses facínoras aproveitaram a oportunidade para exercer seu sadismo cruel.

Veja – Mas isso só aconteceu porque os governos militares permitiram que acontecesse.

Henriques – O governo Castello Branco reprimiu a tortura. Os governos Geisel e Figueiredo, também. Mas Costa e Silva e Médici, que foram os presidentes que usaram o AI-5 com toda a força, não agiram contra a tortura. Quem abriu a porta para a tortura foi o AI-5, porque deixou o indivíduo livre para agir. Basta dizer que, naquela época, eu estava no aeroporto em Brasília e se aproximou de mim um senhor. Ele pedia minha interferência para embarcar para o Rio Grande do Sul porque estava sem documentos. Disse-me que o homem da companhia aérea informara que ele só embarcaria se um oficial do Exército autorizasse. Aí é que se vê o abuso. Se o cara da empresa de aviação disse isso a ele é porque estava atribuindo ao Exército uma autoridade acima da lei. O AI-5 foi uma desgraça.

Veja – Mas o AI-5 foi resultado da Revolução de 64. O senhor apoiou o golpe militar?

Henriques – Apoiei porque era contra o comunismo e contra a baderna que se estava instalando no país. Mas fui contra o AI-5, que considero um ato violentíssimo. Fiquei impressionado como nós podíamos fazer uma lei tão violenta como aquela que não respeitava nada nem ninguém. Quando o ato foi decretado eu me dei conta de que aquilo iria resultar na aparição de ditadores mirins pelo Brasil inteiro. Bastava que ele exercesse uma autoridade governamental qualquer para ter poderes praticamente ilimitados de destruir a personalidade humana. Costumo dizer que a desgraça do socialismo foi o comunismo. A desgraça do fascismo, o nazismo. E a da Revolução de 64 foi a tortura.

Veja – Por que o senhor não denunciou publicamente tudo o que sabia sobre as torturas dentro dos quartéis?

Henriques – Não contei na época porque o clima era de muito terror e não haveria espaço para divulgação, por causa da censura. Mas fiz o que tinha de ser feito: denunciei o que vi aos meus superiores no Exército.

Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Fernanda Montenegro

Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Eliane Giardini

Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Gloria Pires

Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Mauro Mendonça

Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - José M

Campanha pela Memória e pela Verdade - OAB/RJ - Osmar Prad

segunda-feira, abril 19, 2010

BOLETIM DE ORAÇÃO - FALE - Niterói - Abril 2010

BOLETIM DE ORAÇÃO - FALE - Niterói - Abril 2010

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sábado, abril 17, 2010

Deputada Estadual Cidinha Campos fala sobre os ladrões da ALERJ

Mudanças Climáticas - Greenpeace

VAMOS TOCAR?

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Na proxima edição do evento "Arte Jovem Brasileira" tocarei meu show "Vamos Tocar?" e a cantora Júlia Silveira a pré-estréia do show "Caminho".

Eu, que farei o primeiro show da noite, serei acompanhado por Cilênio Peres (guitarra), Danilo Torres (percussão), Felipe Mercandelli (percussão), Leonardo Leite (bateria), Luther Garcia (trompete) e Werner Driesen (piano). O show terá grandes participações de AC Jazz, Alexandre Sabino, Ayres d'Athayde, Bruno Marques, Ludi Um, Luiz Méliga, Marcelo Buddy, Mauro Costa Junior, Nestor Lessa, Sérgio Chiavazzoli, Paulinho Guitarra, Raul Menezes, Taísa Mannon e Victor Strattner.

Logo após será a vez de Júlia Silveira que será acompanhada por Bruno Marques (sax e flauta), Cilênio Peres (guitarra), Daniel Cahon (contrabaixo), Danilo Torres (percussão), Felipe Mercandelli (percussão) e Leonardo Leite (bateria). O show terá participações de Luther Garcia, Marcelo Buddy, Mauro Costa Junior e Werner Driesen.

Data: 19/04/2010
Horário: a partir das 20:00
Ingresso: R$ 1,99
Local: Arte Jovem Brasileira - Espaço Convés - Rua Cel Tamarindo, 137 - Gragoatá - Niterói - RJ

sábado, abril 10, 2010

INSTANTÂNEOS DE UM DIA DIFÍCIL - 07/04/10

Engarrafamento no Largo da Batalha 07/04/10

Situação da Estrada da Cachoeira na manhã de 07/04/10

Mais uma barreira caída

Calçada na Estrada da Cachoeira 07/04/10

Lixo na Baía de Guanabara (Estação das Barcas)

RIO: UM ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA – Cora Rónai

RIO: UM ESTADO DE CALAMIDADE PÚBLICA

Cora Rónai

Os astros deviam estar mesmo completamente desalinhados na última terça-feira, quando o mundo veio abaixo. O presidente e o governador não só estavam de passagem pelo Brasil como, ainda por cima, encontravam-se ambos no Rio. Aproveitaram para tirar da gaveta as suas caras mais compungidas, deram uma espanada e uma mão de óleo de peroba, e prontamente puseram-se a desfiar o óbvio, como se fosse súbita e espantosa revelação:

“Não é mais possível permitir que as pessoas ocupem áreas irregulares, -- pontificou Lula, cujos conceitos de regularidade e irregularidade até hoje não ficaram claros. “É preciso que os administradores públicos antevejam isso.”

Concordamos todos. Teria sido muito bom para o Rio de Janeiro se o governo federal, em algum momento, tivesse antevisto isso. Talvez tivesse sido melhor ainda se tivesse destinado verba um pouco mais generosa do que o 1% dos recursos federais para a prevenção de enchentes que veio para cá.

O governador Sérgio Cabral, capaz de chorar lágrimas de crocodilo em defesa dos royalties do petróleo, não viu, porém, necessidade de tocar nessa cobrança desagradável com o visitante ilustre, e pos a culpa pelas mortes nos próprios mortos:

“Não é possível a construção irregular continuar. Se você pegar essas pessoas que morreram, quase todas estavam em áreas de risco.”

Não diga, governador! É mesmo?! Ainda bem que temos um líder dotado da sua sagacidade, capaz de identificar, com essa precisão cirúrgica, um problema que nenhum de nós jamais percebeu.

“É uma loucura, é uma irresponsabilidade!”, exclamou, ao ver – pela televisão, é claro -- os desabrigados que, desesperados, tentavam salvar seus poucos pertences em meio à lama. “Essas pessoas estão cometendo quase que um suicídio!”

É provável que o governador não tenha percebido antes a loucura e a irresponsabilidade que são a construção e a existência em “áreas irregulares” porque, quando as visita, vai a caça de votos, e aí, com aquela gente toda em volta, e mais galhardetes, cartazes, artistas e seguranças, não dá para ver nada direito. Além disso, em dias de sol, a loucura e a pulsão suicida evaporam junto com a água e os demais problemas. Agora então, que as casas nas favelas vão levar umas mãos de tinta, tudo vai ficar uma beleza.

Assim como o presidente, o governador também foi enfático ao lavar as mãos e ressaltar a responsabilidade das “autoridades”. Sobrou para o prefeito Eduardo Paes, que fez a única coisa possível: deu nota abaixo de zero à cidade. Um diagnóstico perfeito, do qual não há carioca que discorde. A diferença é que ele ganha para fazer com que essa nota melhore, mas tirando o famigerado convênio com a Fundação Cacique Cobra Coral, não se tem notícia de qualquer providência de sua parte em relação a obras que poderiam aliviar o drama.

Estamos fritos.

* * *

Seria até tranquilizador ver todos os manda-chuvas (!) de acordo em relação ao absurdo que é a construção em “áreas irregulares” se, às palavras vazias, houvesse sido acrescentada alguma ação concreta em tempos secos e não-eleitoreiros.

Derrubar casas de classe média construídas em encostas perigosas é jogada demagógica para a platéia, e não resolve nada a longo prazo; derrubar casas pobres, além de não resolver nada também, é, anda por cima, politicamente incorreto, e leva à perda de votos -- algo pior, para esses cínicos, do que a perda de vidas.

Acontece que, enquanto a lei não for de fato respeitada, e enquanto cada um puder fazer o que bem entender onde bem não pode, tudo continuará na mesma.

Por outro lado, não adianta ameaçar com os rigores da lei quem não tem para onde ir. Ou se trata a periferia com dignidade, cria-se um programa sólido e permanente de habitações populares e dá-se jeito no deplorável panorama dos transportes públicos da cidade, ou o Rio será, entra ano sai ano, o eterno cenário de uma tragédia anunciada.

* * *

A melhor frase sobre a calamidade que vivemos foi da leitora Luisa Maria de Sant’Anna Cardoso, publicada na seção de cartas da edição de ontem:

“O governo do Rio cumpre promessa de campanha: levar água e esgoto a todas as casas do Rio de Janeiro!”.

* * *

Há alguns (muitos) anos eu estava em Congonhas, caminhando com outros passageiros em direção ao avião que me traria de volta para o Rio, quando o sujeito que ia à minha frente, tendo terminado de ler o jornal, atirou todas as suas folhas ao vento. Tenho testemunhas: o sujeito era o cultíssimo, elegantíssimo, refinadíssimo Mario Henrique Simonsen, e até hoje não consegui esquecer o seu gesto de absoluta barbárie.

Ora, quando até um Mario Henrique Simonsen acha normal jogar um jornal inteiro (!) na pista de um aeroporto (!!!), o que se pode esperar de pessoas menos sofisticadas? É evidente que temos uma grave falha cultural em relação ao lixo; ou o governo toma providências em relação a isso, criando campanhas de conscientização permanentes e multando os porcos, ou continuaremos na mesma, pois já ficou claro que, em casa, esta educação não está funcionando.

Impossível não é. O cigarro, com todo o lobby das companhias de tabaco por trás, passou a ser mal visto; a mesma coisa se poderia fazer com o lixo, que sequer emprega marqueteiros internacionais.

Já está provado: o ser humano pode ser treinado.

* * *

Cariocas, recortem esta foto. Guardem. Os que querem emagrecer podem até colar na porta da geladeira, porque dá engulhos e tira o apetite. Mas, sobretudo, lembrem-se dela no dia das eleições. É isso que dona Dilma acha que o Rio merece.

(O Globo, Segundo Caderno, 8.4.2010)

Leia mais textos de Cora Rónai em: http://cora.blogspot.com/

INFÂNCIA DE PEQUENOS BRASILEIROS SE PERDE NOS LIXÕES

QUAL É O CUSTO DO LIXO PARA AS CIDADES?

LIXO CONTAMINADO É PERIGO PARA SAÚDE PÚBLICA

MORADORES DE BAIRRO JAPONÊS REAPROVEITAM QUASE 100% DO LIXO

sábado, março 13, 2010

PERDÃO, O CAMINHO PARA A RESTAURAÇÃO


“Até meu próprio amigo íntimo, em que eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar” Salmo 41: 9


O que fazer quando estamos indignados? Como reagir quando a ofensa vem como uma flecha certeira que fere profundamente o coração? Ou quando aquela pessoa que amávamos e a quem confiamos os nossos maiores segredos vira as costas para nós?

Davi experimentou esta situação: “Aitofel, seu conselheiro e amigo íntimo, passou para o lado do inimigo no momento em que ele mais precisaria do seu apoio. Todo povo de Israel, liderado por Absalão, filho de Davi, rebelou-se para tirar o seu pai do poder. Aitofel abandonou o seu amigo para ficar junto daqueles que, aparentemente, venceriam a guerra. Esta atitude encheu de tristeza o coração de Davi.

Quando sofremos uma ofensa a nossa primeira reação é a indignação. “Eu não merecia isto!”, “Porque logo comigo?”. Esta indignação exige uma reparação do mal feito. Quando esta reparação não vem ou é insuficiente, a indignação gera a amargura, que exige vingança. A vingança é um sentimento tipicamente humano, através dela desejamos retribuir com a mesma intensidade o mal que recebemos. O problema é que esta atitude vai gerar outro desejo e retribuir o mal com o mal e a sede do vingador nunca será satisfeita.

A alternativa divina para o coração ofendido é o perdão, mas às vezes é muito difícil aplicá-lo. Uma das maiores reclamações contra o perdão é a de que ele deixa o mal sem o merecido castigo.

Perdoar significa doar completamente e quem doa oferece algo de graça a alguém. Graça, é favor imerecido, exatamente a situação do ofensor. O perdão é o veículo da graça de Deus, através do qual fomos reconciliados com ele quando merecíamos receber o mesmo castigo que queremos aplicar a quem nos magoou. “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores”. Romanos 5.8. Ao perdoar, nos tornamos participantes com Deus do ministério da graça, pois quando perdoamos, aplicamos ao outro, aquilo que recebemos de Deus.

“O castigo do qual reclamamos a falta já foi recebido por Jesus: “Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava com ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Isaías 53.5. Com o seu sacrifício na cruz Cristo pagou todos os pecados e ofensas, nossos e dos outros. Portanto, já não há mais necessidade de castigo.

O objetivo de Deus é restaurar as vidas e os relacionamentos destruídos pelo pecado. O perdão “não resolve todas as questões da culpa e da justiça – com frequência claramente foge destas questões – mas permite um relacionamento renovado que começa outra vez.” (1).

Outra característica do perdão é que ele precisa ser incondicional. Nada que façamos nos tornará merecedores deste perdão que é concedido pelo amor divino. “Pois pela Graça de Deus vocês são salvos, mediante a fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é resultado dos esforços de vocês, portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la”. Efésios 28.8-9. Diante desta prova de amor, não resta outra saída a não ser agir com o outro da mesma maneira que Deus agiu conosco.

Em alguns casos o nosso perdão não será aceito, ou a outra pessoa poderá estar magoada também e não aceitar a reconciliação. Mesmo assim devemos nos libertar desta carga de ressentimento e perdoar, deixando livre o caminho para a restauração que Deus vai operar no tempo que ele achar mais adequado. Minha amiga Denise Meira, certa vez me disse algo que me abençoou muito: “Tudo tem o seu tempo, cada pessoa tem uma velocidade para amar, para ser amado, para aceitar o outro e para aceitar a si mesmo. Deixe que cada um descura o seu tempo, mas não prenda a sua vida por causa do tempo dos outros”.

Não perca o seu tempo cultivado um sentimento de amargura que só vai prejudicá-lo. “A primeira e geralmente a única pessoa a ser curada pelo perdão é pessoa que perdoa. Quando genuinamente perdoamos libertamos um prisioneiro e então descobrimos que o prisioneiro libertado éramos nós”.(2)

Notas:
1 – Yancey Philip – Maravilhosa Graça, p. 40
2 – idem

Referência
Yancey Philip – Maravilhosa Graça - Traduzido por Yolanda M. Krievin – Editora Vida – SP - 2001

terça-feira, março 09, 2010

TIRANDO AS PEDRAS DO CAMINHO

TIRANDO AS PEDRAS DO CAMINHO

"Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí... Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra". João 11.38-40

Lázaro, um grande amigo de Jesus, ficou doente. Suas irmãs mandaram chamar o Mestre, que demorou um pouco onde ele estava, até começar a viagem em direção à Betânia. Durante este tempo o ma de Lázaro se agravou e ele faleceu, deixando a sua família muito triste.

Ao chegar, Jesus encontrou a casa de Maria e Marta cheia de pessoas que foram ali prestar solidariedade pela perda do irmão. Havia quatro dias que Lázaro fora sepultado. Marta entristeceu-se quando viu Jesus, porque se ele não tivesse se atrasado, seu irmão estaria vivo.

Jesus não foi pego de surpresa diante da morte de seu amigo. Quando demorou mais temo do que o aparentemente necessário, ele sabia o que estava fazendo. “Quando Jesus recebeu a notícia, disse: O resultado final dessa doença não será a morte de Lazaro. Isto está acontecendo para que Deus revele o seu poder glorioso; e assim, por causa dessa doença, a natureza divina do filho de Deus será revelada”. João 11.4

Jesus se comoveu profundamente com a incredulidade das pessoas naquele lugar . Elas estavam diante da solução para o problema, mas permaneciam entristecidas e sem rumo. "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto?" João 11.25-26 As pessoas continuavam murmurando : "Mas alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos do cego de nascença, fazer com que este não morresse?" João 11.37.

Ao chegar diante do túmulo, Jesus solicitou que a pedra fosse retirada da porta. Mas se ele é o Todo-Poderoso, porque não destruiu a pedra e ressuscitou o defunto? Sim, ele poderia, mas a retirada da pedra poderia ser feita por qualquer pessoa, por isso ele pediu que alguns homens fossem lá e desbloqueassem o caminho. A ressurreição do morto, era uma tarefa divina e somente Jesus poderia executá-la. Para a alegria de todos, após uma ordem de Cristo, Lázaro saiu do túmulo e voltou à vida.

Se você anda intrigado porque algumas de suas orações não estão sendo respondidas, talvez isto seja resultado de algumas pedras no caminho que precisam ser retiradas e somente você poderá fazê-lo. O milagre Jesus faz. “Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu: Se creres, verás a glória de Deus?”

Não quero dizer que todas as orações não respondidas sejam consequência de falhas pessoais, mas quando o nosso contato com Deus está obstruído, temos dificuldade de perceber a presença e a atuação divina, mesmo que ela se apresente de forma extraordinária.

Peça a Deus que ele revele as pedras que estão em seu caminho, atrapalhando o seu relacionamento com o Pai. Não importa o tamanho do problema, se você crer, Deus irá revelar o seu poder glorioso. Transformando as situações complicadas de sua vida em grandes bênçãos.

segunda-feira, março 08, 2010

TEXTO EM HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Bianca Assis




TEXTO EM HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

por: Bianca Assis
[Texto escrito por mim, para ser lido na Igreja Batista do Caminho]

Como homenagear àquelas a cujo gênero pertenço? Ou em outras palavras:
O que escrever sobre as mulheres, sendo eu uma delas?

Admito que poderia organizar argumentos, concatenar idéias, ser lógica e defender posturas em nome de alguma justiça, por reconhecimento da luta histórica daquelas que um dia precisaram deixar suas casas e filhos e enfrentar longas horas de trabalho árduo nas fábricas da “Revolução da Indústria”, e serem tratadas como desiguais em seus direitos trabalhistas... e humanos.

Embora a homenagem às mulheres esteja partindo de uma mulher, eu garanto que a linha de pensamento poderia seguir por aí... Mas vou tirar minha vantagem de falar por/para elas, sendo eu mesma, cristã, reconhecendo a igualdade inerente a todos os seres humanos como ponto de partida, sendo filha, irmã, amiga, arte-educadora...

A mulher foi criada por Deus para preencher e completar o mundo, dotada de sentidos, habilidades e uma magnífica complexidade, para representar alguns atributos do próprio Deus na terra. Assim como o homem, não foi feita para estar sozinha, mas para constituir... não apenas ao homem, e vice-versa, mas para completar a unidade de toda a Criação.

Ainda não sou mãe, mas penso que muito do “à nossa imagem e semelhança” se reflete neste ato. O divino se revela em nós quando vemos alguém saindo de nós mesmas, porém não sendo “nosso”. Coloco entre aspas, pois o pertencer em ambos os casos (tanto referentes à criação divina, quanto à maternidade-paternidade humanas) para mim são inquestionáveis. No entanto, há algo no amor que é revelado como escolha. E esta capacidade de se entregar ao Amor sem esperar nada em troca, é divina. E é justamente esta Graça que impulsiona o desejo de retribuição.

Me orgulho de ser mulher ao olhar para a história e reconhecer grandes revoluções provocadas pela ação de mulheres fortemente frágeis, indissoluvelmente honestas, suavemente profundas, altruistamente compassivas e sensivelmente corajosas, na ordem do mundo, mas, principalmente no dia-a-dia, através dos braços, colo e sorriso das inúmeras mães, donas-de-casa, profissionais, empresárias, atletas, filósofas, poetisas, artistas, camponesas, professoras, escritoras, musicistas, teólogas, profetas, cozinheiras, crianças, tias, avós, sobrinhas, esposas, mártires, cientistas, doutoras, matriarcas, líderes, servas, viúvas...

Para aquelas que tornam o mundo mais belo e um tanto mais amável, dedico este poema do escritor francês Vitor Hugo:

“O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.

O homem é o cérebro; A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda,
o amor ressuscita.

O homem é forte pela razão; A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence,
as lágrimas comovem.

O homem é capaz de todos os heroísmos; A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece,
o martírio sublima.

O homem é um código; A mulher é um evangelho.
O código corrige;
o evangelho aperfeiçoa.

O homem é um templo; A mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.

O homem pensa; A mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.

O homem é um oceano; A mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa; A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.”

Fonte: http://aabianca.blogspot.com/2010/03/texto-em-homenagem-ao-dia-internacional.html

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História do Dia Internacional da Mulher

Carroça dos bombeiros passa por via onde ocorreu o incêndio que matou mais de 140 mulheres e crianças, em Nova York (Foto: Wikipedia/Commons)


História do Dia Internacional da Mulher

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História do 8 de março

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

Marcos das Conquistas das Mulheres na História

1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas
1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres
1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças
1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina
1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres

Fontes:
  • http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm
  • http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1031728-5602,00-DIA+DA+MULHER+TORNOUSE+INTERNACIONAL+APOS+REVOLUCAO+VIOLENCIA+E+MORTES.html

sábado, março 06, 2010

Tearfund's Global Poverty Prayer Week: One Voice

TEARFUND - UMA SÓ VOZ

SEMANA GLOBAL DE ORAÇÃO SOBRE A POBREZA